sexta-feira, 31 de maio de 2013

Captação de Recursos: Festival no Recife exibe 19 filmes portugueses contemporâneos



Evento começa nesta terça (21) e segue até domingo (26).
Serão exibidas produções realizadas entre 2000 e 2012.




Cena de "Filme do desassossego", do cineasta João Botelho (Foto: Divulgação)

A 2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo (CCC) começa nesta terça-feira (21) e segue até domingo (26), no Recife , trazendo 12 longas-metragens e sete curtas para o cineteatro da Caixa Cultural, no centro da capital. O objetivo do festival é apresentar ao público brasileiro as produções cinematográficas portuguesas feitas atualmente.

Uma das organizadoras do CCC, Carolina Dias, explica que os filmes realizados em Portugal contam com financiamentos públicos, o que facilita a produção dos cineastas, uma vez que não precisar captar recursos privados para a realização dos filmes. “Por não ter essa preocupação mais comercial, digamos assim, o cinema português tem a característica de ser muito livre, aberto e autoral, e com várias inovações na forma, estética e temática”, disse.

A curadora afirma que as películas exibidas durante a mostra – produções de 2000 a 2012 – são exemplos das principais características do cinema português atual. “São filmes muito livres, a gente não vai apresentar muitos diretores muitos conhecidos. Na seleção dos filmes, nós quisemos mostrar justamente o extremo disso, como o filme 'Branca de Neve', de João César Monteiro, que faleceu em 2003, que é um filme com a tela negra praticamente o tempo todo”, contou.

O festival dará a oportunidade de críticos e diretores apresentem os filmes exibidos durante o evento, como o crítico Luiz Soares Júnior, que irá apresentar “Branca de Neve”, e o Cineclube Dissenso, que vai mostrar “É na Terra não é na Lua”, de Gonçalo Tocha.

O homenageado desta edição é o diretor português Fernando Lopes, que faleceu em 2012. “Ele morreu quando estávamos escrevendo o projeto da mostra desse ano e achamos importante homenageá-lo porque ele foi um dos precursores do Cinema Novo português. Aqui no Brasil não se conhece muito ele”, afirmou Carolina. Dois filmes de Lopes integram a mostras: "Belarmino" (1964) e "Uma abelha na chuva" (1972).

Confira, abaixo, a programação da 2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo:

Terça-feira (21)
Sessão de abertura
"A cara que mereces", de Miguel Gomes (18h)

Quarta-feira (22)
"A vingança de uma mulher, de Rita Azevedo Gomes (16h)
"Alice", de Marco Martins (18h)
"Branca de Neve", de João César Monteiro (20h) - Em seguida haverá um debate com o crítico Luiz Soares Júnior

Quinta-feira (23)
"Hope", de Pedro Sena Nunes, e "Angst", de Graça Castanheira (16h)
"Belarmino", de Fernando Lopes (17h30)
"Filme do desassossego", de João Botelho (19h30)
Em seguida haverá um debate apresentado por João Botelho

Sexta-feira (24)
Sessão de curtas (14h30)
"Direto", de Luís Alvarães e Luís Mário Lopes
"Kali, o pequeno vampiro", de Regina Pessoa
"O nome e o n.i.m.", de Inês Oliveira
"Os olhos do farol", de Pedro Sarrazina
"Rafa", de João Salaviza
"Uma abelha na chuva", de Fernando Lopes (16h30)
"O barão", de Edgar Pêra (18h)

Sábado (25)
"É na terra não é na lua", de Gonçalo Rocha (14h)
Em seguida haverá um debate sobre o filme com o Cineclube Dissenso
"A nova forma de vida", de Pedro Filipe Marques (18h)
Em seguida haverá um debate sobre o filme com Pedro Filipe Marques

Domingo (26)
"A piscina", de João Viana e Iana Ferreira e "Palácios de Pena", de Gabriel Abrantes e daniel Schmidt (14h)
"A arca do Éden", de Marcelo Felix (16h)
"O fantasma", de João Pedro Rodrigues (18h)

Serviço
2ª Mostra Cinema Português Contemporâneo
Caixa Cultural Recife: Avenida Alfredo Lisboa, 505 - Bairro do Recife
Ingressos: R$ 2,00 (inteira) e R$ 1,00 (meia), à venda na bilheteria do espaço
Informações: (81) 3425-1900


fonte: http://g1.globo.com/

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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Captação de Recursos: Suspender editais de incentivo à produção cultural negra é ação racista, diz ministra




Decisão de suspender os editais foi proferida pelo juiz José Carlos do Vale, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão



Marta declarou estar "indignada"


A ministra da Cultura Marta Suplicy disse ter confiança de que será possível reverter a decisão da Justiça Federal, que suspendeu editais de incentivo à produção cultural negra, lançados pelo Ministério da Cultura em novembro de 2012. Nesta quarta (22), Marta declarou estar "indignada" com a decisão que foi proferida sob alegação de que os editais não poderiam excluir as demais etnias e abrem um espectro de desigualdade racial. A ministra informou que o ministério já apresentou recurso contra a decisão.

"Estamos indignados, achamos que é uma ação racista, estamos recorrendo e vamos ganhar. Depois que tivemos o Supremo Tribunal Federal se posicionado a favor da cota, dizer que 'fazer um edital para criadores negros' é racista, não existe. Fizemos editais para indígenas, vamos lançar agora para mulheres e temos que ter ações afirmativas para compensar as dificuldades que afetam algumas comunidades", disse a jornalistas.

Segundo a ministra, a necessidade de lançar editais de incentivo específicos para a cultura negra surgiu a partir da constatação de que a temática aparecia pouco entre os projetos apresentados para captar recursos por meio da Lei Rouanet. E, mesmo os selecionados, enfrentavam dificuldades para captar recursos. "A partir dessa constatação, pensamos que teríamos de fazer alguma coisa para os criadores negros terem chance", explicou. A iniciativa, segundo a ministra, obteve sucesso e já contabiliza quase 3 mil projetos inscritos.

A decisão de suspender os editais foi proferida pelo juiz José Carlos do Vale, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão. O processo foi movido como ação popular por um escritório de advocacia. Os editais foram lançados em comemoração ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em novembro do ano passado. São incentivados projetos nas áreas de cinema, literatura, artes visuais, circo, dança, música, teatro e preservação da memória negra no Brasil.

*Com informações da Agência Brasil

fonte: http://www.ibahia.com/

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Captação de Recursos: Museu Pelé precisa de mais R$ 6,3 milhões



Acompanhado de autoridades, Atleta do Século visitou ontem as obras de restauração do Casarão do Valongo

A viabilização do Museu Pelé, no Casarão do Valongo, em Santos, precisa de mais R$ 6 milhões e 326 mil, além dos R$ 25 milhões e 119 mil já arrecadados para as obras.

O número foi revelado ontem por José Eduardo Moura, diretor da Ama Brasil, empresa responsável por captar os recursos e pela futura gestão do equipamento.

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), diretores da Ama Brasil, o deputado estadual Luciano Batista (PSB) e vereadores foram ontem à tarde no Casarão do Valongo, onde será erguido o museu, e ouviram o anúncio da adesão de novos investidores.



Custo do Museu Pelé deve beirar os R$ 32 milhões (Foto: Matheus Tagé/DL)



Além de detalhar o restante de verba que falta para concluir os trabalhos, o diretor da Ama Brasil assegurou que a restauração do antigo casarão atingiu 75% de sua totalidade. Muitos que estavam no evento se surpreenderam com essa informação pelo estágio em que as obras se encontram.

José Eduardo Moura afirmou que o ingresso do museu poderá ser subsidiado e ficar no mesmo patamar de uma entrada de cinema (cerca de R$ 20,00).

Como será

O Museu Pelé terá mais de 2.300 peças do acervo do Rei do Futebol e uma parte voltada à interatividade com o público. Haverá um espaço denominado Pelé Experience, que terá a reprodução de um vestiário de estádio. “Hoje você pode ser o Pelé” anunciará uma voz para o público.

Um Pelé, em forma holográfica, também pretende surpreender o público. Está sendo estudada uma maneira moderna de cada visitante ter uma foto ao lado do Atleta do Século.
A julgar pelas metas apresentadas pela Ama Brasil, a intenção do Museu Pelé será a de superar o Museu do Barcelona em número de visitantes. Um detalhe: o museu do clube catalão recebe 1 milhão e 700 mil visitantes por ano.

Pelé quer ver a obra inaugurada antes do início da Copa do Mundo 2014, que começará em junho. E destacou o fato de receber a homenagem em vida. Quanto ao seu estado de saúde, ele ressaltou que está se recuperando de uma cirurgia e ainda brincou: “Para a Copa das Confederações, talvez não dê para atuar, mas depois, quem sabe, na Copa do Mundo”.

O secretário de Turismo de Santos, Luiz Dias Guimarães, coloca a inauguração do Museu Pelé antes da Copa como “questão de honra” para a Prefeitura.

Em seu discurso, o Rei do Futebol falou da importância do museu para as futuras gerações. “Recebi convites para fazer o museu nos Estados Unidos, por ter jogado no Cosmos, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, mas foi de Santos que eu saí para o mundo”, destacou Pelé.
O bom humor do ex-atleta resvalou em um elogio ao prefeito Paulo Alexandre. “O prefeito é um menino. Um menino da Vila”.

Já o chefe do Executivo santista afirmou que não teve a sorte de ver Pelé atuando “ao vivo”. “Mas não me canso de assistir aos jogos gravados na TV”. Se dirigindo a ele, Paulo Alexandre afirmou ainda que “o senhor saiu de Santos para conquistar o mundo. Agora, com o museu, vai trazer o mundo para conhecer a cidade de Santos”.

fonte:http://www.diariodolitoral.com.br/

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terça-feira, 28 de maio de 2013

Captação de Recursos: O sexo e o cinema nacional em dez filmes



De "Toda Nudez Será Castigada" a "Os 3", relembre produções brasileiras nas quais as discussões ou cenas de sexo são marcantes

A terceira versão de "Bonitinha, Mas Ordinária" , que estreou nesta sexta-feira (24), levou quatro anos para entrar em cartaz . Segundo o produtor Diller Trindade, um dos motivos foi a dificuldade de captar recursos para um filme com fortes cenas de sexo, no momento em que a produção luta contra estigmas deixados pelas pornochanchadas. "O cinema nacional ficou muito pudico", afirmou.

O iG selecionou dez filmes brasileiros que, de formas diferentes, abordam o sexo. Veja a lista:



"Toda Nudez Será Castigada" (1973): Baseado na peça de Nelson Rodrigues e dirigido por Arnaldo Jabor, tem Darlene Glória no papel de Geni, prostituta que desperta a paixão do rico viúvo Herculano (Paulo Porto). Apesar de a censura brasileira do período ter classificado o filme como imoral, seu lançamento sem cortes foi estimulado pelo Urso de Prata do Festival de Berlim.

"Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976): Com direção de Bruno Barreto, tem elenco estelar: Sônia Braga como a professora de culinária Dona Flor, Mauro Mendonça como o marido farmacêutico e José Wilker como o fogoso ex, que volta do mundo dos mortos. O carisma dos atores e as faladas cenas de sexo e nudez levaram 10 milhões de espectadores ao cinema – sendo o maior sucesso nacional até ser "Tropa de Elite 2".



"Dama da Lotação" (1978): Baseado em um texto de Nelson Rodrigues, conta a história de Solange (Sônia Braga), uma mulher violentada pelo marido que começa a ter relações com desconhecidos que conhece usando o transporte público.


"Bonitinha, Mas Ordinária" (1981): Segunda e mais lembrada versão da peça de Nelson Rodrigues, conta a história de Edgar (José Wilker), homem ambicioso que recebe a proposta de se casar com Maria Cecília (Lucélia Santos), uma jovem rica, em troca de dinheiro. A cena em que ela faz sexo com cinco negros é uma das mais lembradas.
A atriz Deborah Secco em cena de "Bruna Surfistinha"


"Um Copo de Cólera" (1999): Adaptação do livro de Raduan Nassar, é estrelado por Alexandre Borges e Júlia Lemmertz, casados na vida real. Os dois - ele um ex-ativista e ela uma jornalista politizada - vivem intensa noite de amor em uma chácara. Na manhã seguinte, porém, começam a brigar.

"Bruna Surfistinha" (2001): Leva ao cinema as memórias da ex-garota de programa Raquel Pacheco, que virou celebridade e passou a ser conhecida como Bruna Surfistinha. A protagonista é Deborah Secco, que aparece com pouquíssima ou nenhuma roupa.

"Cama de Gato" (2002): Drama sobre três jovens de classe média que vivem em busca de diversão. Numa noite, estupram e matam uma jovem, para depois tentar encobrir o crime. A cena de estupro é forte, bem como àquela na qual Cristiano, personagem de Caio Blat, faz sexo oral numa colega de escola.

"Entre Lençóis" (2008): Para comemorar sua despedida de solteira, Paula (Paolla Oliveira) cai na noite e conhece Roberto (Reynaldo Giannechini), cujo casamento está em crise. Os dois decidem ir para um motel, onde a ação do filme se concentra. Como resultado, na maior parte do tempo os atores aparecem em cena nus ou com pouca roupa.

"Todo Mundo Tem Problemas Sexuais" (2008): Domingos de Oliveira leva ao cinema a peça teatral que ele mesmo escreveu. O filme é dividido em esquetes e tem vários personagens, incluindo um homem inseguro que recorre ao Viagra, um casal descobrindo fantasias reprimidas e o próprio pênis, interpretado por Pedro Cardoso.

"Os 3" (2012): Camila (Juliana Schalch), Cazé (Gabriel Godoy) e Rafael (Victor Mendes) são jovens recém-chegados a São Paulo que resolvem morar juntos e com o tempo, apaixonam-se um pelo outro. Porém, eles têm uma regra: para que a convivência seja possível, não pode rolar nada entre eles. O que, é claro, não acontece e a temperatura sobe.

fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Captação de Recursos: 'Não há transição democrática sem transição cultural', diz cineasta da Tunísia


Em entrevista ao iG, Elyes Baccar discute situação do país e fala de “Rouge Parole”, documentário sobre a revolução que deu início à Primavera Árabe

A histórica revolta popular que pôs fim aos 23 anos do governo de Zine El Abidine Ben Ali na Tunísia começou em 2010, em meio à economia fraca, alta taxa de desemprego e falta de oportunidades. O vídeo de um vendedor ateando fogo ao próprio corpo , em protesto contra o confisco de suas mercadorias por policiais, ganhou as redes sociais , chegou à emissora Al-Jazeera e, depois, ao noticiário internacional. Foi o estopim de um movimento conhecido como Primavera Árabe , que também depôs os líderes de Egito , Iêmen e Líbia , e segue em andamento na Síria.

A queda de Ben Ali, em janeiro de 2012, levou o tunisiano Elyes Baccar a abandonar o papel de cidadão que desempenhara durante a revolução e assumir o de cineasta. Sem tempo para captar recursos, ligou para alguns amigos, pegou sua câmera e saiu às ruas. Após duas semanas de filmagem sem qualquer tema em mente, percebeu uma linha comum em seus personagens.

"A população estava impressionada com o fato de poder se expressar - cantar, contar histórias, gritar", afirma, em entrevista por telefone ao iG . "Acontecia uma explosão de liberdade."


AFP

Manifestantes seguram bandeira da Tunísia durante revolta popular (janeiro/2011)



A liberdade se tornou o fio condutor do documentário "Rouge Parole", principal destaque da mostra "África Hoje" , que acontece até 2 de junho em São Paulo. Eleito um dos 12 melhores documentários do ano passado pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, o longa filmado entre janeiro e março de 2011 capta o momento imediatamente posterior à queda de Ben Ali, quando a euforia da população era tão grande quanto as incertezas em relação ao futuro.

A demora de um ano para entrar em cartaz preocupou Baccar, que temia parecer atrasado diante de tantas mudanças que aconteceram no período, incluindo a histórica eleição que formou um governo de coalizão liderado por islamistas. A resposta do público, porém, foi favorável.

Leia também: Dois anos depois, transições difíceis ameaçam futuro da Primavera Árabe

“As pessoas gostaram não apenas do ponto de vista artístico e cinematográfico, mas porque (o filme) trouxe de volta lembranças frescas sobre o alvo da revolução e porque nós a fizemos”, afirma o cineasta. “Para o público, e para mim também, assisir ‘Rouge Parole’ é confuso, emocionante e deprimente, pois dá a sensação de que a revolução se perdeu.”


O tunisiano Elyes Baccar, diretor de 'Rouge Parole'



Dois anos depois da queda de Ben Ali , grande parte da população tunisiana segue insatisfeita com o desempenho econômico do país de 10 milhões de habitantes, que cresceu 2,7% em 2012 e tem taxa de desemprego de 17,6%. Além disso, a violência aumentou e a prometida Constituição não saiu do papel.

“As pessoas ainda têm esperança, mas estão deprimidas, preocupadas e com medo do que vai acontecer. O governo falhou completamente na missão de levar o país para o caminho certo”, opina Baccar.


Um dos problemas mais graves é a crescente atuação de grupos salafistas, como são conhecidos os sunitas fundamentalistas que acreditam ser os únicos a interpretar de forma correta o Alcorão. Entre os diversos atos de intimidação à população está um ataque com barra de ferro ao cineasta Nouri Bouzid, por ter defendido uma Constituição secular.

Baccar, porém, considera que a liberdade de expressão é de fato um sucesso da revolução, graças à atuação da sociedade civil. "Ninguém consegue fechar sua boca. Você pode ser intimidado, mas alguém gritará muito alto", diz.

Segundo Baccar, a classe cinematográfica ainda tem forte dependência em relação ao governo: são lançados de 3 a 8 filmes por ano, quase sempre autorais, financiados com dinheiro público e sem perspectiva de lucro. "Rouge Parole" é o primeiro documentário que ele filma na Tunísia, após ter trabalhado em países como Paquistão, Índia e Egito. "Temos quatro cursos de cinema agora, e uma ótima nova geração de cineastas", comemora.

Durante as filmagens, Baccar teve de explicar repetidas vezes aos entrevistados conceitos como "cineasta independente" e "documentário", além de garantir que não trabalhava na televisão. "Todos me perguntavam de que canal eu era, porque ninguém confiava na imprensa", afirma o diretor, que viajou pelo país no momento em que protestos, choques entre policiais e manifestantes e sequestros ainda aconteciam. "Foi bastante estressante."

Divulgação
Imagem do filme 'Rouge Parole'



Após levar "Rouge Parole" a eventos internacionais, Baccar decidiu criar a Actif (Associação Cultural Tunisiana por Inserção e Formação), que em dezembro do ano passado promoveu o festival de direitos humanos Human Screen - primeiro do gênero na Tunísia e segundo no mundo árabe. Foram exibidos 38 filmes e a nova edição está marcada para setembro.

"Acreditamos que não existe transição democrática sem transição cultural. Estamos usando os filmes para mostrar novos valores, como liberdade de expressão e diversidade", diz Baccar sobre o festival, que contou com apoio do Ministério da Cultura, considerado um dos mais liberais do governo. "Queríamos envolvê-los para mostrar que nossa intenção é colaborar. Se o Ministério ficar com os extremistas, veiculará cultura extremista e matará a democracia."

A participação do Ministério dos Direitos Humanos, tido como mais radical, foi vetada. “Você não pode torturar e colocar pessoas na cadeia e depois ter um Ministério dos Direitos Humanos. Não faz sentido.”

Para Baccar, o fato de a Tunísia ter estado na vanguarda da Primavera Árabe - foi o primeiro país a protestar, a derrubar o governo e a realizar eleições - faz com que a pressão seja enorme.

"Nosso processo democrático é do interesse de toda a região. Se a Tunísia foi bem-sucedida, haverá esperança para todos. Para aqueles que não querem a democracia no mundo árabe, é preciso que ela fracasse - e morra - aqui."

Mostra África Hoje
Data: 21 de maio a 2 de junho
Local: Caixa Cultural São Paulo – Praça da Sé, 111, 6° andar
Sessões: de terça a domingo, horários variados
Entrada: gratuita
Programação completa: www.mostraafricahoje.blogspot.com.br

fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/

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    sexta-feira, 24 de maio de 2013

    Captação de Recursos: China condena à morte acusados de captação ilegal de recursos



    Ao todo, 4.170 pessoas já foram consideradas culpadas por esse crime.
    Não há informações sobre o número de condenados à pena capital.

    A China anunciou que condenou, desde 2011, 1.449 pessoas a penas que vão de cinco anos de prisão à pena de morte por "captação ilegal de fundos", uma prática frequente em um país onde as pequenas empresas não têm acesso a créditos bancários, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (26).

    Ao todo, 4.170 pessoas já foram consideradas culpadas por esse crime, revela a página oficial do governo na Internet. Não há informações sobre o número de condenados à pena capital.

    O índice de sentenças "severas", incluindo a pena de morte, reflete a "determinação de reprimir as captações ilegais de fundos", afirma Du Jinfu, responsável pelo Ministério de Segurança Pública, encarregado da luta contra essas práticas.

    Os desvios ilegais de fundos englobam um amplo leque de atividades fraudulentas, entre elas, venda de bens imobiliários e participação em empresas com o objetivo de arrecadar fundos que, em geral, servem para conceder empréstimos a taxas exorbitantes.

    O sistema bancário chinês, controlado pelo Estado, não tem permissão para cobrar altas taxas de empréstimos de risco, o que os torna pouco propensos a oferecer crédito às pequenas e médias empresas. Desse modo, os empresários ficam sujeitos a empréstimos ilegais.

    Vários economistas, incluindo representantes do Banco Mundial, pediram que a China liberalize as taxas de juros para estimular os bancos a conceder empréstimos às pequenas empresas.

    Em 2009, a condenação à morte da rica empresária Wu Ying, por ter se apropriado de fundos ilegalmente, provocou forte polêmica na opinião pública. Sua pena acabou sendo substituída pela prisão perpétua em 2012, por ordem do Supremo Tribunal.

    No ano passado, o governo chinês implementou um programa piloto para financiar as pequenas e médias empresas na região de Wenzhou e na cidade de Zhejiang, onde escritórios clandestinos fixavam taxas de juros de até mais de 40% ao ano.

    Nessa cidade, atingida por uma grave crise financeira em 2011, vários empresários insolventes se suicidaram ou fugiram.

    fonte: http://g1.globo.com/

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    quinta-feira, 23 de maio de 2013

    Captação de Recursos: Centro Dragão do Mar ainda espera recursos para mudanças


    Obras e ações previstas para o primeiro semestre já estão em atraso. O centro cultural completa hoje 14 anos


    O dia é de comemoração para o Centro Cultural Dragão do Mar, que completa neste 28 de abril 14 anos de inaugurado. Não há tempo, no entanto, para festividades, palavra do atual presidente da casa, Paulo Linhares. Em entrevista sobre as mudanças que estão sendo implementadas no equipamento desde sua posse, anunciada conjuntamente com o pacote da Virada Cultural, Linhares demonstra dividir o tempo entre a execução das ações propostas e a espera pela verba prometida e necessária para este ano.

    A biblioteca aguarda integração com o CDMAC, dirigido por Paulo Linhares
    Fotos: Marília Camelo

    Obras que tinham previsão de conclusão para a primeira quinzena deste mês, foram parcialmente concluídas, caso da reforma de parte do prédio da Capitania dos Portos, que abrigará os cursos básicos e técnicos da escola de formação Porto Iracema; ou ainda aguardam o início das intervenções, como o antigo prédio do Alpendre Casa de Artes, que abrigará o Centro de Narrativas Audiovisuais (Cena 15), para estudos avançados em criação de narrativas multimídias. Os cursos, que deveriam ter seus inícios celebrados hoje, já foram reagendados. Para agosto.

    "O Cena 15 tem projeto de engenharia pronto e está sendo liberada a primeira parte do recurso. Já para a Capitania do Portos, falta parte dos recursos para finalizar a obra", minimiza Paulo. Estão finalizadas as intervenções na estrutura do prédio, instalações elétrica e hidráulica. Falta fazer o acabamento interno e fachada. De acordo com a diretora de planejamento do Dragão do Mar, Maninha Moraes, essa é uma etapa mais rápida da obra e, enquanto não está em curso, já estão sendo adquiridos equipamentos e mobiliário do prédio, medida pensada para adiantar o processo.

    Ações

    O montante total prometido pelo Governo para ser investido em dois anos no Dragão do Mar soma R$ 47.207.308,00. Estão inclusos nesse montante a criação da escola Porto Iracema - desapropriações, reformas e custo dos curso de ensino básico e técnico profissionalizante para atuação na área da cultura, os laboratórios de criação e o Cena 15 - a reforma geral da estrutura física do centro cultural e implementação de ações propostas ao "Novo Dragão do Mar"; e um projeto de intervenções no entorno, batizado de "Iracema Praia dos Amores". "Esses valores todos estão no nosso contrato de gestão. Estamos esperando que seja liberado ainda essa semana", garante Linhares.

    Das intervenções previstas para 2013, não foram ainda iniciadas as desapropriações e reformas dos quatro galpões que abrigarão os laboratórios de teatro, música, design e artes visuais. Paulo estima R$27 milhões a serem investidos este ano e os R$ 20 milhões restantes, em 2014.

    Intervenções

    Amanhã deve começar a primeira etapa da reforma geral do Centro Dragão do Mar, com custo em torno em R$ 1 milhão em recursos do próprio Estado. O canteiro de obras já está montado.

    A intervenção, explica Maninha Moraes, foi dividida em etapas. Este primeiro momento inclui a reforma e reformatação dos cinemas (cuja reabertura já foi adiada para o próximo semestre), a compra de equipamentos, a criação de um café e uma livraria. "Essa obra tem um custo total de R$ 9 milhões. Começa com o cinema porque é uma prioridade colocá-lo para funcionar o mais rápido possível. Depois vamos reformar o teatro, o anfiteatro e concluímos esse bloco", detalha. A reforma contará também com recursos do BNDES.

    O passo seguinte será reformar os museus e o Memorial da Cultura Cearense (MCC). As intervenções no espaço físico do centro cultural incluem ainda outras duas obras: a integração da Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel ao centro cultural, com modificação da fachada, construção de um anfiteatro ligando os dois equipamentos e ampliação da reserva técnica do MCC (anunciada em 2009 e atualmente com licitação em andamento) e a construção de um palco permanente na Praça Verde. Esse último projeto, informa, ainda está em fase de captação de recursos.


    Projeto inclui ações até 2014

    Ainda que sem a liberação total do recurso anunciado para o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, segundo o presidente Paulo Linhares, o plano de reformulação do equipamento inclui uma série de ações em curso. Todo o projeto, explica, foi formulado em cima de um diagnóstico de precariedade da produção cultural cearense.

    "Produz-se precariamente. Falta informação e conhecimento. Disso decorre um problema, que aparece como sintoma, e essas são as causas: a baixa visibilidade da cultura cearense. Então, o campo cultural no Ceará é frágil, por essas duas questões básicas", argumenta.

    A partir dessas duas constatações, o gestor explica os investimentos em formação, com os cursos básicos e técnicos, na criação de produtos culturais, com os laboratórios, e na visibilidade. Neste último ponto, ele adianta alguns dos projetos que estão em curso. Coincidindo com o primeiro ciclo de formulação de bens culturais dos laboratórios, previsto para abril de 2014, será realizada a primeira edição do "Mirante - Mercado Internacional das Artes do Ceará". O projeto reunirá diretores de centros culturais latino-americanos, espanhóis e brasileiros para apresentar as produções cearenses. "Será semelhante ao Mica (Mercado das Indústrias Culturais da Argentina). Estou querendo fechar a Praia de Iracema. Reúne os caras aqui e apresenta tudo que a gente tem. Esse projeto seria a culminância dessa qualificação", ilustra.

    A ideia é fazer com que as produções dos artistas locais entrem neste circuito internacional de centros culturais, bem como o próprio Dragão do Mar, recebendo artistas e enviando. Outro projeto na área de visibilidade, destaca é o festival "Se Mostra Ceará", previsto no anúncio da Virada Cultural e que deve ser realizado também em 2014. "Vamos levar nossos artistas para uma temporada de 15 dias no Rio de Janeiro e São Paulo, ocupando diversos espaços culturais", diz. Paulo destaca ainda como parte da mudança, ações já realizadas, como a exposição "Rotas: desvios e outros ciclos", ou a retrospectiva do artista plástico Leonilson, em memória aos seus 20 anos de morte, agendada para junho. "A questão é a cultura cearense voltar a ter visibilidade e voltar a participar do mapa da cultura brasileira e internacional", aponta.

    Para saber mais sobre Curso de Captação de Recursos acesse cursosraizesculturais.com.br

    fonte: http://diariodonordeste.globo.com/

    quarta-feira, 22 de maio de 2013

    Captação de Recursos: Fundação Cultural de Curitiba quer reativar o Cine Luz


    Depois passar mais de três anos com as portas fechadas, de um leilão fracassado do prédio-sede e de quase ter mudado para outro lugar, o Cine Luz deve, agora, ser reativado no mesmo prédio onde sempre funcionou. É o que pretende a Fundação Cultural de Curitiba, que irá retomar a administração do local. O anúncio foi confirmado esta semana pelo presidente da Fundação, Marcos Cordiolli.

    Desde que exibiu sua última sessão, em novembro de 2009, o Cine Luz passou os últimos três anos e meio com destino incerto. Com a sede fechada por recomendação do Corpo de Bombeiros, a única esperança restante era que uma das três salas do complexo do Cine Passeio – um projeto ainda em andamento – fosse batizada como Sala Luz.

    Nesse meio tempo, a sede, de propriedade da Prefeitura, chegou a ser colocada em leilão. Mas não houve interessados e o local continuou ocioso. Até que a nova administração da Fundação Cultural mostrou interesse pela reativação do espaço, hoje sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Administração (Smad).

    De acordo com o assessor de Relações Institucionais da Presidência da FCC, Elton Barz, a decisão veio depois que uma nova vistoria do Corpo de Bombeiros mostrou que era possível readequar as instalações às normas atuais de acessibilidade e segurança. A falta de saídas de emergência adequadas e de acesso para pessoas com deficiência foi justamente o motivo que levou ao fechamento do cinema.

    Centro

    A reabertura do Cine Luz no mesmo local onde funcionava garantirá uma nova sala pública de cinema na região central de Curitiba. Somada à Cinemateca, serão cinco salas relativamente próximas. Segundo Barz, essa variedade de salas permitirá que o Luz tenha um enfoque mais específico, ainda a ser definido.

    Até a abertura, ainda há muito a ser feito. Por enquanto, a Fundação está aguardando que os bombeiros ratifiquem o laudo (o que deve acontecer ainda este mês) para iniciar um pré-projeto para a remodelação. Em seguida, reassumirá a responsabilidade pelo imóvel e passará a captar recursos para a reforma. “Pretendemos viabilizar não só com orçamento próprio, mas também buscando recursos federais”, explica Barz.

    A sala terá que ser inteiramente remodelada, pois pouco do que tinha de mobiliário poderá ser reaproveitado. Nem mesmo a tela continua lá, pois foi levada para o Cine Guarani. Com as readequações, a sala também deve perder entre 10% e 20% da sua capacidade, que anteriormente era de aproximadamente 150 pessoas.

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    fonte: http://www.bemparana.com.br/

    terça-feira, 21 de maio de 2013

    Captação de Recursos: Flipoços abre a sua 8ª edição com 1ª Mostra de Cinema


    A Flipoços abre neste sábado sua 8.ª edição com uma novidade: a 1ª Mostra de Cinema. Dois dos filmes a serem exibidos até o dia 5, quando termina o festival em Poços de Caldas (MG), foram baseados em obras dos convidados Ariano Suassuna ("O Auto da Compadecida") e João Ubaldo Ribeiro ("Deus É Brasileiro"), que participam de debate sobre essas adaptações.



    O tema deste ano será A Imortalidade na Literatura - O Legado de Nossos Escritores Imortais. Da Academia Brasileira de Letras vão, além de Suassuna e Ubaldo, Sérgio Paulo Rouanet e Evanildo Bechara. Nélida Piñon será a patronesse, e um vídeo com uma mensagem dela será exibido no evento.



    Foram convidados, ainda, cerca 100 escritores e jornalistas, entre os quais os brasileiros Marcelino Freire, Miriam Leitão, Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, Laerte, José Castello, Edson Amâncio, Sérgio Abranches, Elizabeth Lorenzotti, Jaime Prado Gouvêa e Mário Magalhães, o peruano Pedro Granados, autor de "Prepucio Carmesí", o português Luis Miguel Rocha, que lançou aqui, entre outros, "A Mentira Sagrada" e terá "A Filha do Papa" editado em breve, e o mexicano radicado no Brasil Juan Pablo Villalobos.



    Vinicius de Moraes e Albert Camus, cujos centenários são celebrados este ano, vão ser lembrados no evento que prestará homenagem também ao escritor Hugo Pontes, de Poços de Caldas, e à Livraria Cultura. O festival inclui ainda programação infantil - com contação de histórias, teatro e brincadeiras - e uma feira de livros.



    A Flipoços vem crescendo nos últimos anos, mas os desafios ainda são grandes. "Faltam recursos para investir mais em inovações e estrutura. Não conseguimos captar a totalidade dos recursos que as leis nos permitem, mas mesmo assim fazemos milagres que se materializam nesta festa única", comenta Gisele Corrêa Ferreira, idealizadora e organizadora da feira que recebeu, em 2012, 30 mil visitantes. Segundo ela, o festival custa R$ 300 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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    fonte: http://atarde.uol.com.br/

    segunda-feira, 20 de maio de 2013

    Captação de Recursos: BNDES estuda condições de captação, diz Coutinho


    O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que "em breve, a diretoria do banco definirá as condições da captação externa que a instituição pretende fazer. Perguntado se tal operação poderia ocorrer ainda no primeiro semestre, ele ressaltou que não trabalha com prazos específicos. "Estamos examinando o melhor momento. Não quero antecipar", apontou.

    Segundo Coutinho, nos últimos anos o BNDES tem ido ao mercado internacional de bônus para captar recursos, com o objetivo de "complementar sua capacidade" de financiamento. "Esses recursos em moeda estrangeira precisam ser aplicados aqui também em moedas estrangeiras. São setores que operam em dólar, por exemplo, área de petróleo e gás, ou alguns outros segmentos onde é possível dar curso a esses recursos", destacou. "A nossa captação ajuda a apoiar a exportação brasileira", disse.

    Gás de xisto

    Coutinho afirmou que a produção de gás de xisto nos EUA, a custos muito reduzidos, trará "mais desafios para competição" às empresas em todo o mundo, inclusive no Brasil. "O gás de xisto preocupa toda a indústria. O efeito ainda não aconteceu de forma agressiva, porque muitas empresas estão se ajustando e trazendo de volta suas operações para os EUA. E são processos intensivos de uso de energia", apontou Coutinho.

    "É quase inevitável que, com custos de energia tão baixos, os EUA possam recapturar uma parcela relevante da produção (do setor manufatureiro)", apontou o presidente do BNDES. "Eu acredito que já a partir do ano que vem e no ano seguinte esses efeitos serão mais fortes e vão atingir o mercado internacional como um todo", disse.

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    fonte:http://www.em.com.br/

    sexta-feira, 17 de maio de 2013

    Curso de Captação de Recursos: Hebe Camargo pode ganhar exposição multimídia na Oca em SP


    O empresário Claudio Pessutti, sobrinho de Hebe Camargo, encomendou uma exposição para contar os mais de 70 anos de trajetória da apresentadora, que começa na música e passa por rádio, teatro, TV e cinema.


    Apresentadora terá carreira recontada em mostra

    Intitulada “Hebe, Rainha”, a mostra — ainda em fase de captação de recursos — contará com a produção de João Marcelo Bôscoli, responsável pela exposição itinerante “Viva Elis”, informou O Estado de S. Paulo.

    O projeto pode estrear no dia 29 de setembro, quando a morte da apresentadora completa um ano, ou se os prazos não forem cumpridos, no dia 8 de março de 2014, quando Hebe faria 85 anos de vida.

    "Nós temos de perpetuar esse nome. Fiquei me perguntando por um tempo o que fazer com essas coisas todas da Hebe. Eu tinha de mostrar isso", afirma Claudio. "O acervo não é só da Hebe Camargo, mas de toda a TV brasileira. Imagine que ela foi com Assis Chateaubriand buscar os primeiros aparelhos de televisão do País, cansou de ser retratada em teses de faculdade."

    A Oca, no Parque do Ibirapuera, participa da negociação para abrigar o projeto. A direção-geral será da empresa do sobrinho, chamada Hebe For Ever.

    fonte: http://portalimprensa.uol.com.br/

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    quinta-feira, 16 de maio de 2013

    Curso de Captação de Recursos:Parque Cidade das Artes: Projeto expandirá a cultura na região




    Iniciativa oferecerá oficinas para moradores da cidade e da região. Intenção é formar profissionais de diversas áreas artísticas, como figurinistas, maquiadores e atores. Investimento será de até R$ 15 milhões.


    Formar e fornecer cultura. Este é um dos objetivos do Parque Cidade das Artes. Idealizado para ser um complexo cultural e turístico em Novo Hamburgo, o projeto reunirá em um único espaço (localizado no Parque Floresta Imperial) as mais diversas artes, como dança, música e teatro, por exemplo.

    Através de oficinas artísticas para estudantes, será oferecida a oportunidade de aperfeiçoamento de conhecimentos em diversas áreas culturais durante os turnos em que não estiverem na escola. Especializações envolvendo setores de confecção de figurinos, iluminação, TV e cinema, entre outras, estão entre aquelas que poderão ser escolhidas por cada um deles. Para profissionais destas áreas e professores, os cursos acontecerão à noite e em sábados e domingos.

    E não faltam nomes de peso para apoiar a iniciativa. Dentre os envolvidos, está o ator e diretor gaúcho Werner Schünnemann, além do escritor hamburguense Henrique Schneider e da atriz, produtora e cineasta Rejane Zilles.
    Formação de profissionais

    “O objetivo é formar mais pessoas”, resume o presidente da Associação Hamburguense de Técnicos, Atores e Diretores de Artes Cênicas – AHTADAC e um dos idealizadores do projeto, Luiz Fernando Rodembuch, em entrevista ao portal novohamburgo.org. “Vamos formar 10 destas pessoas, por exemplo, e elas poderão disponibilizar o seu trabalho especializado e de qualidade. Assim seguirá o ciclo.”

    Conforme Rodembuch, não existem figurinistas em Novo Hamburgo. O município tem como uma de suas demandas a atuação de alguém que entenda do assunto. Situação parecida ocorre em outros setores. “Em todas essas áreas faltam pessoas. O espaço vai fazer com que esta necessidade seja suprida”, promete. O presidente da AHTADAC informa que, através do Parque Cidade das Artes, será possível oferecer oportunidades a outros serviços, como pedreiros, arquitetos e costureiras.
    Como funcionará?

    “A princípio, este não é um projeto exclusivamente para a cidade, mas sim de abrangência regional”, explica o ator e diretor. Estância Velha, Campo Bom, Sapiranga, São Leopoldo, Ivoti e Dois Irmãos são outras cidades que farão parte da ação. Além disso, será de responsabilidade de cada uma das prefeituras o transporte dos estudantes – e o mesmo deverá ocorrer no que diz respeito a oferecer lanches.

    Para fazer parte da iniciativa, os interessados deverão participar de um processo de seleção. “Existe uma espécie de fundação que definirá quem vai participar do programa”, comenta. “Aqueles que já trabalham na área, ou tem conhecimento, serão os primeiros a ser selecionados.”

    BENEFÍCIOS – Os grupos do meio artístico não vinculados a estes também poderão usufruir do lugar. Este benefício virá das mais diversas formas, afirma Rodembuch: seja por meio de salas onde poderão ensaiar ou até mesmo na hora de realizarem apresentações. “Tudo por intermédio de agendamento prévio”, reforça.

    Haverá ainda um grupo de curadores responsáveis por administrar o projeto, que será implantado aos poucos. O objetivo é captar recursos através de leis de incentivo estaduais e federais e da Fundacine, entre outros. Inicialmente, o foco estará voltado para a área do audiovisual, com atividades funcionando já dentro do prazo de um ano.
    “O Centro de Cultura de Novo
    Hamburgo não é um centro de cultura”

    Um dos motivos para Luis Fernando Rodembuch ter se envolvido no projeto é o fato de desacreditar o local que abriga o Teatro Municipal Pachoal Carlos Magno. “O Centro de Cultura de Novo Hamburgo não é um centro de cultura”, afirma.

    Segundo ele, graças ao Complexo Cultural este cenário pode mudar. “Através de um orçamento estimado entre 12 e 15 milhões de reais, o projeto será dividido em sete módulos, podendo ser finalizada em quatro anos”, pontua.
    Veja abaixo quais são:

    - Módulo I | TV e Cinema

    Envolve uma sala de maquiagens, figurinos, quatro banheiros, dois pequenos cinemas (com 120 lugares) e restaurante, além de salas de reunião, biblioteca etc.

    - Módulo II | Prédio de Teatro

    Um novo teatro para Novo Hamburgo, contendo 800 lugares, duas salas de ensaio devidamente equipadas e estacionamento para 600 automóveis.

    - Módulo III | Técnicas Circenses

    O ginásio será erguido na atual cancha de futebol de salão do Parque Floresta Imperial. Ele abrigará diversas formas de técnica circense, incluindo acrobacia aérea, por exemplo.

    - Módulo IV | Prédio de Dança

    Quatro salas de ensaio, equipadas com som, barras, espelhos, dentre outros aparelhos.

    - Módulo V | Prédio de Música

    10 salas de ensaio para aulas e ensaios.

    - Módulo VI | Prédio de Artes Plásticas

    Seis salas grandes para oficinas de diversas áreas.

    - Módulo VII | Hotel/Pousada

    Será constituído por quatro apartamentos.

    fonte:http://novohamburgo.org/

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    quarta-feira, 15 de maio de 2013

    Curso de Captação de Recursos: Sustentabilidade marca novo empreendimento


    Ponta Grossa passa a contar com um novo empreendimento imobiliário. O condomínio Jardins, na região do bairro Órfãs, foi apresentado para corretores de imóveis, durante evento realizado no início deste mês. Durante o encontro, que reuniu cerca 30 pessoas, o engenheiro Normando Baú, da Baú Construtora, responsável pela obra, destacou o novo conceito de condomínio na cidade: a sustentabilidade. Na apresentação, os profissionais de venda tiveram a oportunidade de conhecer os diferenciais do espaço que contará com 144 apartamentos, divididos em nove torres. Além de unidades e espaços de convivência adaptados para portadores de necessidades especiais, o Jardins conta ainda com diferenciais que trarão benefícios para o bolso do consumidor. Entre eles está a economia de energia, através da instalação de placas solares nos telhados, e de recursos hídricos, a partir da captação de água da chuva. Confira registros do encontro:

    Dia da Voz
    Nesta terça-feira é comemorado o Dia Mundial da Voz e para marcar a data, a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia desenvolve mais uma edição da campanha "Seja Amigo da Voz", que este ano, alerta para a importância dos cuidados com a voz em todas as fases da vida. Como o tema, a entidade quer disseminar a importância dos cuidados com a voz, promover a prevenção de doenças vocais e indicar os cuidados específicos em cada fase da vida do recém-nascido ao idoso. A data é comemorada, no Brasil, país pioneiro na iniciativa, pelo 14º ano consecutivo. Em Ponta Grossa, o Dia Mundial da Voz será celebrado com palestras educativas, que serão realizadas no auditório da Inovare Serviço de Saúde. As inscrições sao gratuitas e as vagas limitadas.

    Comemoração
    O apresentador da TV Vila Velha (Canal 16), Rômulo Cury, promove no próximo dia 26 uma festa para comemorar seu aniversário e os nove anos de seu programa homônimo na emissora local. O requintado evento será realizado na sede campestre do Clube Ponta-Lagoa, a partir das 20 horas, e promete reunir a sociedade da região dos Campos Gerais.

    Literatura para Teatro
    Permanecem abertas até este sábado as inscrições para a etapa anual do projeto Núcleo de Dramaturgia. São oficinas quinzenais para atores, diretores de teatro, acadêmicos e estudantes, cujo foco é a Literatura para Teatro - produção de textos. Em 2013, o Núcleo de Dramaturgia Sesi Teatro Guaíra completa seu 5º ano. Além da continuidade da parceria com o Teatro Guaíra como realizador, o projeto conta novamente com o apoio do British Council e em Ponta Grossa recebe ajuda da Fundação Municipal de Cultura. As aulas serão realizadas neste ano quinzenalmente e não mais mensalmente. Em vista disso, o projeto terá a duração de quatro meses. Outra novidade é a criação da coordenação das oficinas pela dramaturga e ministrante Cynthia Becker. Mais informações pelo telefone (42) 3901-1588, entre 13h30 e 18h30.

    Pais e Filhos
    O Clube Ponta-Lagoa promove neste final de semana, nos dias 20 e 21 de abril, o 1° Acampamento Pais e Filhos. A programação contará com a presença do Grupo Escoteiro Princesa dos Campos. As vagas são limitadas. Mais informações pelo telefone (42) 3028-6007 ou 3229-3277.
    Tela Alternativa
    Será exibido hoje, no projeto Tela Alternativa, o filme Tomboy, de Céline Sciamma. Laure (Zoé Héran) é uma garota de 10 anos, que vive com os pais e a irmã caçula, Jeanne (Malonn Lévana). A família se mudou há pouco tempo e, com isso, não conhece os vizinhos. Um dia Laure resolve ir à rua e conhece Lisa (Jeanne Disson), que a confunde com um menino. Laure, que usa cabelo curto e gosta de vestir roupas masculinas, aceita a confusão e lhe diz que seu nome é Mickaël. A partir de então ela leva uma vida dupla, já que seus pais não sabem de sua falsa identidade. A sessão é gratuita e acontece a partir das 19h30, no auditório B do Cine-Teatro Ópera.
    Lançamento
    Acontece nesta terça-feira o lançamento do site O Gnomo (www.ognomo.com.br). O novo portal dos Campos Gerais vai trazer as principais notícias da região. O evento será realizado nas dependências da cervejaria Heineken, a partir das 19h30.

    Em Curitiba
    O Grupo Tom Brasil tem o orgulho de apresentar o veterano Burt Bacharach, que volta ao Brasil após quatro anos. O maestro, compositor, pianista e arranjador é sinônimo da boa música americana – no cinema, na Broadway e nas paradas pop. Gigante de uma tradição que inclui nomes como Cole Porter e George Gerswhin, o autor de “Raindrops keep falling on my head”, “Walk on by”, “Make it easy on yourself”, “Alfie” e tantos outros clássicos, ele inaugura a turnê brasileira nesta terça em Curitiba. O show acontece no Teatro Positivo Grande Auditório às 21hs. Em seguida, ele segue com apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    >> Novo Cerato
    A Concessionária Kia Ponto K de Ponta Grossa lança hoje o novo Cerato, a terceira geração do modelo para o mercado nacional. Apresentado ao público brasileiro durante o Salão do Automóvel, em outubro passado, o sedã enfim chega às lojas da marca. O evento está marcado para as 19h. O novo modelo chega com um visual radicalmente modificado, em sintonia com a atual identidade estética da marca. Outra novidade também fica por conta de que o motor agora é flex.

    >> Iniciação ao Vinho
    O Centro Europeu de Ponta Grossa promove amanhã o curso Iniciação ao Vinho, especialmente para iniciantes e amantes desta fascinante bebida. O workshop será realizado no Planalto Hotel & Eventos. Inscrições e mais informações pelo telefone (42) 3224-6669. 

    fonte:http://www.jmnews.com.br/

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    terça-feira, 14 de maio de 2013

    Curso de Captação de Recursos: Deborah Secco: 'Ainda não parei para pensar no filme da Joelma'



    Em primeira aparição pública após se separar de Roger Flores, atriz prestigiou evento de óculos, na noite desta quinta-feira (25), em São Paulo

    DEBORAH SECCO (FOTO: LÉO FRANCO/AGNEWS)



    Deborah Secco prestigiou, na noite desta quinta-feira (25), o Carrera Ignition Night, na Casa das Caldeiras, no bairro da Barra Funda, em São Paulo. Foi a primeira aparição pública da atriz após o término da relação com o jogador Roger Flores. Usando uma saia comprada em um brechó de Nova York, uma blusa da Zara e sapatos Ellus, a atriz chegou abalando as estruturas do evento.

    Sem tocar no assunto do fim do casamento com Roger, Deborah, que está no elenco da sérieLouco por Elas, também preferiu não falar sobre a polêmica da cantora Joelma, após declarações homofóbicas. "Graças a Deus, não tenho preconceito com os gays. Inclusive, tenho uma relação ótima com eles. Mas prefiro não dar minha opinião sobre as declarações de Joelma, porque será só mais uma opinião entre tantas".

    Já sobre o filme, em que interpretaria a cantora da Banda Calypso, a atriz explicou que ainda não há nada confirmado. "Só falarei sobre isso quando tomar minha decisão. Tenho pensado, apenas na série [Louco por Elas]. Nas minhas férias, pretendo descansar e dormir muito. Estávamos em processo de captação de recursos para o filme e não parei para pensar nisso."

    Sem ter tara por óculos, a atriz prestigiou o evento com um modelito branco nas mãos e disse que eles são muito úteis para quem tem uma rotina atribulada como a dela e para quem vive na ensolarada Rio de Janeiro. "Óculos escuros é ótimo para que dorme pouco", disse, aos risos. "Óculos escuros têm tudo a ver com praia e com o Rio. Não compro muitos, mas ganho vários de presente. Gosto especialmente dos com haste branca", disse.

    Deborah, que chegou a emagrecer 12 quilos para interpretar uma soropositiva no longa Boa Sorte, dirigido por Carolina Jabor e com roteiro de Jorge Furtado, mostrou que já está com o peso em dia. Na trama, ela se apaixona por João (João Pedro Zappa) e os dois vivem um intenso romance dentro de uma clínica psiquiátrica. Para a atriz, foi importante passar pela pesada dieta para poder compor a personagem. "Tive uma dieta bem restritiva, mas já recuperei meu peso. Foi muito legal participar do filme. Emagrecer deu profundidade à personagem. Fiquei muito emocionada e achei que muito bem filmado. Antes de estrear nos cinemas, passará por festivais internacionais."

    Diante de uma personagem que está tão próxima da morte, Deborah aproveitou para revelar o que o amor significa para ela. "Meu amor é a minha família", confessou. Sobre a relação com a família, Deborah citou a mãe como a melhor. "Minha mãe sempre foi melhor mãe do mundo, mas rigorosa com horários. Era daquelas que saía de camisola na rua atrás da gente."

    Correndo com o ritmo das gravações de Louco por Elas e o set de filmagens de Boa Sorte, a atriz falou sobre a notícia de que teria perdido sua carteira de habilitação. "Não perdi. Fazemos umas coisinhas no trânsito de madrugada, principalmente quando saímos tarde das filmagens e gravações. O carro que eu estava usando nem é meu, apesar de estar no meu nome. Tenho que tomar cuidado, principalmente nesta fase, em que tem algumas pessoas me seguindo."

    DEBORAH SECCO (FOTO: MANUELA SCARPA/FOTO RIO NEWS)


    DEBORAH SECCO (FOTO: MANUELA SCARPA/FOTO RIO NEWS)

    DEBORAH SECCO (FOTO: MANUELA SCARPA/FOTO RIO NEWS)

    DEBORAH SECCO (FOTO: MANUELA SCARPA/FOTO RIO NEWS)

    fonte: http://revistaquem.globo.com/

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    segunda-feira, 13 de maio de 2013

    Curso de Captação de Recursos:Flipoços abre a sua 8ª edição com 1ª Mostra de Cinema


    A Flipoços abre neste sábado sua 8.ª edição com uma novidade: a 1ª Mostra de Cinema. Dois dos filmes a serem exibidos até o dia 5, quando termina o festival em Poços de Caldas (MG), foram baseados em obras dos convidados Ariano Suassuna ("O Auto da Compadecida") e João Ubaldo Ribeiro ("Deus É Brasileiro"), que participam de debate sobre essas adaptações.


    O tema deste ano será A Imortalidade na Literatura - O Legado de Nossos Escritores Imortais. Da Academia Brasileira de Letras vão, além de Suassuna e Ubaldo, Sérgio Paulo Rouanet e Evanildo Bechara. Nélida Piñon será a patronesse, e um vídeo com uma mensagem dela será exibido no evento.


    Foram convidados, ainda, cerca 100 escritores e jornalistas, entre os quais os brasileiros Marcelino Freire, Miriam Leitão, Antonio Geraldo Figueiredo Ferreira, Laerte, José Castello, Edson Amâncio, Sérgio Abranches, Elizabeth Lorenzotti, Jaime Prado Gouvêa e Mário Magalhães, o peruano Pedro Granados, autor de "Prepucio Carmesí", o português Luis Miguel Rocha, que lançou aqui, entre outros, "A Mentira Sagrada" e terá "A Filha do Papa" editado em breve, e o mexicano radicado no Brasil Juan Pablo Villalobos.


    Vinicius de Moraes e Albert Camus, cujos centenários são celebrados este ano, vão ser lembrados no evento que prestará homenagem também ao escritor Hugo Pontes, de Poços de Caldas, e à Livraria Cultura. O festival inclui ainda programação infantil - com contação de histórias, teatro e brincadeiras - e uma feira de livros.


    A Flipoços vem crescendo nos últimos anos, mas os desafios ainda são grandes. "Faltam recursos para investir mais em inovações e estrutura. Não conseguimos captar a totalidade dos recursos que as leis nos permitem, mas mesmo assim fazemos milagres que se materializam nesta festa única", comenta Gisele Corrêa Ferreira, idealizadora e organizadora da feira que recebeu, em 2012, 30 mil visitantes. Segundo ela, o festival custa R$ 300 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    fonte:http://br.noticias.yahoo.com/

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    quinta-feira, 9 de maio de 2013

    Captação de Recursos: Aprovado Sistema de Financiamento à Cultura

    Por unanimidade foi aprovado, na última quinta (2), no plenário da Câmara dos Vereadores de Pacajus, que fica a 49 Km da Capital, o projeto de lei que estabelece a criação do Sistema Municipal de Financiamento à Cultura. A legislação tem como objetivo incentivar as diversas manifestações culturais e artísticas locais por meio de um financiamento direto.

    Um dos principais mecanismos desse sistema é o Fundo Municipal de Cultura, que irá financiar projetos através de demandas espontâneas e editais, de pessoas físicas e jurídicas.

    A partir da sua criação, parte dos recursos próprios arrecadados pelo município serão diretamente depositados no sistema, o que garante ao setor um orçamento anual obrigatório, além de garantir o repasse fundo a fundo, ou seja, a captação de recursos dos Fundos Estadual e também Nacional para o desenvolvimentos de projetos culturais no município.

    "A lei vem criar um novo panorama, acabando com a cultura de passar o chapéu e correr atrás de patrocínios. É uma questão de respeito a quem faz cultura, um passo importante para reconhecer esse setor", disse o vereador Glauber Robson, antes da votação.

    O secretário de Cultura, Geimison Falcão, enalteceu a criação do SMFC. "Pacajus entra para um seleto rol de cidades cearenses. Na Região Metropolitana, apenas Fortaleza, Horizonte e Itaitinga possuem o Fundo Municipal de Cultura. A partir de agora, a cultura de nosso município irá virar uma cultura sustentável, permitindo que artistas vivam de suas produções. Cultura é lazer e entretenimento, mas também é meio de vida".


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    fonte:http://diariodonordeste.globo.com/

    quarta-feira, 8 de maio de 2013

    Captação de Recursos: Moacyr Góes: "Fazer sucesso no Brasil é quase um crime"



    Em entrevista ao iG, diretor de "Bonitinha, Mas Ordinária" defende cinema comercial e diz que problema da produção nacional está no roteiro

    Daniela Nader/Divulgação
    Moacyr Góes concede entrevista na edição 2013 do Cine PE - Festival do Audiovisual



    Moacyr Góes era um consagrado diretor de teatro quando fez sua estreia no cinema em 2003, com "Dom", adaptação da obra de Machado de Assis. Foi massacrado pela crítica.

    A partir daí, fez comédias, filmes religiosos e levou à telona longas da apresentadora Xuxa e do Padre Marcelo Rossi, reunindo em uma breve carreira praticamente todos os gêneros apontados como vilões do cinema nacional de qualidade.

    Siga o iG Cultura no Twitter

    Ciente disso, ele brinca dizendo que falam de seus filmes "praticamente como uma acusação". "Fazer sucesso no Brasil é quase um crime, mas nunca liguei", afirma Góes, em entrevista ao iG . "Vou fazer aquilo que acho legal fazer. Não atendo a nenhum tipo de patrulha."

    Reafirmando a convicção no próprio currículo, o diretor diz não ter o costume de "cuspir no prato que comeu". Mas ele também não esconde que considera o longa mais recente, "Bonitinha, Mas Ordinária" , seu melhor e mais autêntico trabalho. Acostumado a trabalhar como diretor contratado, desta vez ele pensou o projeto desde o início. "É o que tem mais a minha cara, que fiz como achei que tinha de fazer e com os atores que amo."

    Filmado em 2008, "Bonitinha, Mas Ordinária" finalmente teve a primeira exibição nacional na terça-feira (3), durante o Cine PE - Festival do Audiovisual, realizado em Olinda. Foi o fim de uma espera de quatro anos, motivada principalmente por dificuldades financeiras e pelo esforço do produtor Diler Trindade em baixar a censura de 18 para 16 anos, em busca de um público maior.

    Leia também: Quatro anos após filmagem, 'Bonitinha, Mas Ordinária' é exibido

    Com estreia marcada para 24 de maio, o longa atualiza a obra de Nelson Rodrigues sobre Edgar (João Miguel, premiado no Cine PE ), homem simples, honesto e ambicioso que gosta da vizinha, Rita (Leandra Leal), mas fica tentado a se casar com Maria Cecília (Letícia Colin) em troca de R$ 5 milhões. A menina, filha de seu chefe, foi estuprada por cinco negros em uma favela carioca e o casamento é visto como forma de salvar sua honra.




    Segundo Diler Trindade, o conteúdo sexual da trama foi uma das razões que dificultou a captação de recursos, com empresas hesitando a se associar a um filme com cenas fortes no momento em que o cinema brasileiro "é muito pudico" e luta contra os estigmas deixados pelas pornochanchadas.

    Góes garante, porém, que nada influenciou o roteiro e a edição. "Não tive nenhuma preocupação em fazer de maneira mais chocante ou de omitir alguma coisa. Fiz exatamente o que achava que a história pedia."

    Leia também: Cinema nacional quer diversidade para brigar com blockbusters

    Na entrevista a seguir, o diretor fala sobre a angústia provocada pelo atraso do lançamento, defende ingressos mais baratos para filmes nacionais e opina sobre os desafios do cinema brasileiro: "Nosso grande problema é roteiro".

    iG: Como foi esperar quatro anos para ver "Bonitinha, Mas Ordinária" no cinema?
    Moacyr Góes: Senti angústia, porque quando crio, quero botar no mundo. Mas agora está tudo bem, o filme passou no Cine PE e a reação das pessoas foi muito boa. Quando passa tanto tempo, você cria muitas expectativas, boas e más. Agora o filme fala por ele mesmo, o que é a melhor coisa.

    iG: Durante esse período, você continuou mexendo no longa?
    Góes: Sim, o filme passou por várias transformações de trilha e edição. Eu fiquei burilando. Mas não precisaria de tanto tempo pra burilar (risos)

    iG: Você cortou ou modificou as cenas de sexo para facilitar a captação de recursos ou baixar a censura do longa?
    Góes: Não. O filme jamais foi cortado para ser 14, 16 ou 18 anos. E não tive nenhuma preocupação em fazer de maneira mais chocante ou de omitir alguma coisa. Fiz exatamente o que achava que a história pedia. Não tenho nenhum problema com sexo e sei que ele só tem sentido no cinema se estiver inserido numa perspectiva dramatúrgica. Senão, é apelação. Sempre tive muito claro que este não é filme sobre sexo e nudez. Este é mais um dos equívocos que existem sobre o Nelson, como se ele fosse um pornógrafo. É uma história de amor, de pessoas que vivem experiências sexuais despregadas do amor. O que Edgar quer é viver com a mulher que ama. Se existe uma personagem com desejo perverso, não vou agir como censor. Mas também não agiria como alguém que quer fazer um filme com este tipo de apelo.


    Divulgação
    Góes apresente 'Bonitinha, Mas Ordinária' no Cine PE - Festival do Audiovisual



    iG: Agora que vai chegar às salas, o filme terá de enfrentar a concorrência dos grandes lançamentos. É a favor de intervenção governamental na distribuição?
    Góes: É preciso que o Estado perceba que não é possível investir apenas em produção. É preciso pensar na circulação e na exibição. Temos um parque cinematográfico muito reduzido, que faz com que ele seja dominado pelos blockbusters norte-americanos . Temos que ampliar, dobrar o número de salas rapidamente. E acho que o ingresso para filme brasileiro tem de ser mais barato do que para os estrangeiros. Acho desigual um filme como o meu, que custou R$ 2 milhões, competir com "Homem de Ferro" , que custou US$ 350 milhões (na verdade, os dois últimos e mais caros filmes da franquia da Marvel custaram US$ 200 milhões cada um, ou R$ 401 milhões) . O público brasileiro gosta de cinema brasileiro e gosta de se ver na tela. Mas não tem acesso.

    iG: Você fez uma série de filmes comerciais e foi criticado por muitos deles. Acha que fazer sucesso no Brasil pega mal?
    Góes: Existe isso. Fazer sucesso no Brasil é quase um crime. Mas nunca liguei. Tenho uma trajetória muito solitária, tanto no cinema quanto no teatro. Vou fazer aquilo que acho legal fazer. Não atendo a nenhum tipo de patrulha. Meu único critério é a questão da honestidade. Se me chamarem para fazer um filme com picaretagem, não vou. E se souber que tem, vou sair. Mas acho legítimo (o cinema comercial), não vejo nenhum problema com a onda de comédias suaves ou superficiais.

    iG: Acha que as comédias têm uma função no cinema brasileiro?
    Góes: Não é questão de função, não acho que vai fazer com que o brasileiro vá mais ao cinema. As pessoas vão ao cinema por dois motivos: o principal é se divertir, o outro é porque acham a história é importante. É o caso de "Carandiru" e "Tropa de Elite" . Ninguém vai ver "Tropa de Elite" para se divertir. Vai porque é uma história importante, que reflete o Brasil, porque é muito bem feito. As duas possibilidades (que motivam o público) estão ligadas à história e ao elenco. O mercado cinematográfico mundial vive de roteiro e ator. Não vive de diretor, que leva meia dúzia ao cinema. As pessoas saem de casa para ver os atores vivendo uma certa história. O Brasil vive de polêmicas falsas - agora são as comédias. Vamos fazer filmes diversos e vamos fazer comédias mais críticas e elaboradas também. Temos grandes comediantes e atores. Temos de dar a eles grandes histórias e personagens.

    iG: Acha que faltam bons roteiristas no Brasil?
    Góes: O nosso grande problema é roteiro. Quando se discute as comédias, se discute errado. A questão não é ser comédia ou não, é se as comédias são boas histórias. Temos comediantes muito melhores do que roteiristas, atores muito melhores do que as histórias a serem contadas. Nosso nó é o roteiro, principalmente porque o momento de pré-produção, de elaboração de projetos, é o momento no qual não se tem dinheiro, não se investe. É preciso inverter.
    O cinema americano é a indústria poderosa que é porque sabe que vai pagar a conta no final se não investir, se não pagar bem os roteiros, se não os fizerem circular para que sejam melhor elaborados por vários profissionais. Se não tiverem boas histórias, todo o investimento feito vai naufragar. A gente não tem isso, ou tem muito pouco. Eu reivindico melhor remuneração e mais tempo de elaboração dos roteiros. Talento existe, mas quando é preciso entregar o trabalho em dois meses, fica difícil.

    fonte: ig.com.br

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    terça-feira, 7 de maio de 2013

    Curso de Captação de Recursos:Esse é o Lobo!



    "Tudo passa na Lei Rouanet", diz Lobão



    Em "Manifesto do Nada na Terra do Nunca", músico critica artistas estabelecidos que recorrem a incentivos oficiais. No livro, compositor diz que presidente Dilma foi terrorista e que o país se prepara para sofrer golpe de Estado

    DE SÃO PAULO



    Em uma hora e meia de entrevista concedida em sua casa, em Pompeia, zona oeste de São Paulo, Lobão

    ampliou os ataques de seu livro.

    Entre diversos assuntos, disse que o país se encaminha para um novo golpe de Estado, criticou o passado da presidente Dilma Rousseff e a postura da líder brasileira na Comissão da Verdade.

    Sobre o meio artístico, reclamou de nomes consagrados captarem recursos via Lei Rouanet, e disse se orgulhar de ter recusado a autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 2 milhões. Procuradas pela Folha, as pessoas citadas por Lobão não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

    Leia os principais trechos da entrevista.

    (LUCAS NOBILE)

    Presidente Dilma e a Comissão da Verdade

    Ela foi terrorista. Ela sequestrou avião, ela pode ter matado. Como que ela pode criar uma Comissão da Verdade e, como presidenta, não se colocar? Deveria ser a primeira pessoa a ser averiguada. Você vai aniquilar a história do Brasil? Vai contar uma coisa totalmente a favor com esse argumento nojento? Porque eles mataram, esquartejaram pessoas vivas, deram coronhadas, cometeram crimes.

    Continuação da Resenha Diária

    O estopim, a causa da ditadura militar foram eles. Desde 1935, desde a coluna Prestes, começaram a dar golpes de Estado. Em 1961, começaram a luta armada. Era bomba estourando, eu estava lá. Minha mãe falava: você vai ser roubado da gente, o comunismo não tem família.

    Quase um milhão de pessoas saíram às ruas pedindo para o Exército tomar o poder.

    Acham que a junta militar estava a fim de dominar o Brasil? Não vejo nenhum desses presidentes militares milionário. E massacram os caras.



    Regime militar

    Não acredito em vítima da ditadura, quero que eles se fodam. Eu fui perseguido, passei quatro anos perseguido por agentes do Estado. Por que eu tinha um galho de maconha? Me botaram por três meses na cadeia. Nem por isso eu pedi indenização ao Estado. Devo ter sofrido muito mais do que 90% desses caras que dizem que foram torturados.



    PT

    Esses que estão no poder, Dilma, Emir Sader, Franklin Martins, Genoíno, estavam na luta armada. Todos esses guerrilheiros estão no poder. Porra, alguma coisa está acontecendo! Em 1991, só tinha um país socialista na América Latina, hoje são 18. São neoditaduras pífias. A Argentina é uma caricatura, o Evo Morales, o Maduro. Vão deixar o comunismo entrar aqui? É a mesma coisa que botar o nazismo. A América do Sul está se tornando uma Cortina de Ferro tropical. Existe uma censura poderosíssima perpetrada por uma militância de toupeiras. Quem está dando golpe nademocracia são eles, o PT está há dez anos no governo.



    Golpe de Estado

    Todo mundo fala da ditadura, do golpe militar, isso nunca esteve tão vivo. Os militares estão cada vez mais humilhados. As pessoas têm que entender que nenhum país civilizado conseguiu ser um país com suas Forças Armadasno Estado em que está a brasileira. Eles fizeram a Força Nacional, uma milícia armada, uma polícia política. Está tudo pronto para vir um golpe e as pessoas não estão vendo.



    Ministério da Cultura

    Se você tirar o Ministério da Cultura, o que não é sertanejo universitário morre. Eu recusei R$ 2 milhões do Ministério da Cultura para fazer uma turnê. O ministério libera tudo, e impressionam as temáticas: bandas mortas se ressuscitam para comemorar um aniversário de vida que não tem!

    O próprio Barão Vermelho! Todos pediram grana [via lei de incentivo]: Barão, Paralamas.

    O Gilberto Gil é o rei, um dos que mais pedem [recurso via Lei Rouanet]!

    O cara foi ministro! Como é que as pessoas podem aturar isso? A Paula Lavigne é a rainha [da Lei Rouanet].

    Por que os intelectuais brasileiros, diante de uma situação asquerosa como esta, ficam calados?



    Tropicália

    Todos esses mitos da Semana de 22 foram perpetuados por movimentos como o concretismo, o cinema novo, a Tropicália.

    Sempre tive muito desinteresse pela Tropicália. Tom Zé, Jards Macalé e João Donato sempre foram melhores do que os que estão aí hoje representando o movimento, tanto o da bossa nova quanto o da Tropicália. João Donato dá de mil no João Gilberto porque ele é um puta compositor e pianista. Mas nunca tem o mérito, é tudo o pistolão, quem tem amigo, é da máfia. É conchavo o tempo todo. O Gilberto Gil, a Preta Gil, é um absurdo. Ganhou um império atrás dos benefícios do pai.



    RAP



    Os Racionais são o braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um

    comportamento seminal do PT. Não acredito em cara ressentido.

    Emicida, Criolo, todos têm essa postura, neguinho não olha, não te cumprimenta. Vai criar uma cizânia que nunca teve, ódios [raciais] estão sendo recrudescidos de razões históricas que nunca aconteceram aqui.

    Estão importando Black Panthers, Ku Klux Klan. Tem essa coisa de "branquinho, perdeu, vamos tomar seu lugar".

    Como permitem esse discurso?

    MANIFESTO DO NADA NA TERRA DO NUNCA

    AUTOR Lobão

    EDITORA Editora Nova Fronteira

    QUANTO R$ 39,90 (248 págs.)
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    segunda-feira, 6 de maio de 2013

    Captação de Recursos: Cinebiografia de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, será desenvolvida



    André Barcinski, o co-autor de Maldito: A Vida e Cinema de José Mojica Marins, biografia do criador do personagem Zé do Caixão, confirmou ao site Cineclick que uma produção baseada na obra será adaptada para o cinema. Intitulada Maldito, a obra foi adquirida pela Ioiô Filmes, que começará a captar recursos para o longa a partir de outubro.

    O filme será dirigido pelo estreante Vitor Mafra, que assinará o roteiro junto com Barcinski. Ivan Finotti, o outro autor do livro, não participará do script.

    O livro Maldito: A Vida e Cinema de José Mojica Marins, esmiúça a vida do cineasta. Fala de suas primeiras experiências no cinema, a produção de seus filmes nos anos 60, a atuação da ditadura na censura de suas obras entre outros tópicos.

    O ator para viver o protagonista ainda não foi escolhido. De acordo com a fonte, cogita-se o ator Matheus Natchergaelle (Baixio das Bestas).

    (V.D.)

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    fonte: http://www.cinemaemcena.com.br

    sexta-feira, 3 de maio de 2013

    Captação de Recursos: Após cinco anos de espera, Bonitinha, mas Ordinária chega aos cinemas


    Novo trabalho do diretor Moacyr Góes foi exibido na quinta noite do festival.


    por Francisco Russo

    Foi uma longa espera. Em março de 2008, o produtor Diler Trindade, o diretor Moacyr Góes e os atores João Miguele Letícia Colin concederam uma entrevista coletiva no Odeon, tradicional cinema do Rio de Janeiro, para falar sobre o início das filmagens de Bonitinha, mas Ordinária. Cinco anos depois, o longa-metragem enfim foi exibido pela primeira vez ao público na quinta noite do Cine PE 2013.


    Da esquerda para direita: Diler Trindade, Gracindo Jr., Letícia Colin e Moacyr Góes


    Logo na apresentação, Moacyr Góes alertou o público: "Fiz o meu Nelson", se referindo ao autor da peça teatral na qual o filme é baseado, Nelson Rodrigues. O diretor ainda ressaltou o trabalho de Letícia Colin, que derrotou cerca de 50 garotas para ficar com o papel. "Não é qualquer atriz que se entrega desta forma", comentou.

    Repleto de cenas em close, Bonitinha, mas Ordinária passou por uma atualização nesta nova versão. A famosa cena da curra agora acontece em plena favela carioca, após um baile funk. Mudanças no personagem Peixoto e uma maior valorização à famosa frase "O mineiro só é solidário no câncer", de Otto Lara Rezende, são novidades facilmente percebidas por quem conhece o material original. O elenco conta ainda com Leandra Leal, Gracindo Jr. eLeon Goes.




    Na coletiva realizada na manhã de hoje, 1º de maio, Diler Trindade e Moacyr Góes explicaram o porquê de tamanha demora para que o filme chegasse aos cinemas. Produtor e diretor ainda trouxeram detalhes sobre o projeto. OAdoroCinema estava lá!


    DEMORA NO LANÇAMENTO

    O porquê do longa-metragem chegar aos cinemas apenas cinco anos após a realização das filmagens foi explicado em detalhes por Diler Trindade. "Quando resolvemos filmar Bonitinha, mas Ordinária já havia imaginado que seria difícil conseguirmos recursos, porque o cinema nacional havia ficado muito pudico. Começamos a produzir e filmamos, mas ainda sem dinheiro. Quando temos o elenco ideal, com as agendas fechadas, temos que filmar. Então fui pegar dinheiro emprestado com agiota, pagando 3% ao mês, e depois fui ao mercado captar. Sempre gostei de fazer isto porque acho que é mais fácil vender o filme quando já existem cenas que possam ser exibidas. Só que o investimento passa pelos homens de marketing das empresas e eles achavam que o filme era pesado demais, então tive muitas dificuldades. Perdemos alguns editais também. Foram quatro anos de captação e muita dificuldade.

    No ano passado o Joffre Rodrigues me ligou e falou que eu era o único que tinha um filme baseado na obra do Nelson Rodrigues no ano de seu centenário. Fiquei animado com a ideia, então já que havia esperado tanto resolvi aguardar até o centenário. Só que o Cadu Rodrigues, diretor da Globo Filmes na época, disse que naquele momento tinha muito filme na fila e não teria como apoiar. Argumentei que iria perder o centenário e ele me perguntou se achava que alguém deixaria de ver o filme por causa disto. Então acabamos acertando em 24 de maio, ainda assim com vários filmes da Globo Filmes no caminho."


    CARREIRA



    Apesar de ter rodado 12 filmes em seis anos, Moacyr Góes sempre foi muito criticado por suas opções no cinema. Entre seus trabalhos, estão três filmes com Xuxa e dois com o padre Marcelo Rossi. O diretor falou um pouco sobre como foi este início de carreira cinematográfica e o porquê das escolhas que fez.

    "A vida tem muitos caminhos que me levaram a fazer os filmes que fiz. Não tenho por característica renegar ou cuspir no prato que comi. Fiz sempre com a maior convicção, não fui obrigado a nada. Fiz porque por um lado achava que iria aprender muito, já que estava entrando no cinema, e também tinha uma perspectiva de trabalho. Algo que sempre me afligiu era como viviam os cineastas brasileiros que faziam filme de quatro em quatro anos. Sempre vivi do meu trabalho, então jamais imaginei que poderia parar a minha vida por tanto tempo para produzir um filme. Quando fui convidado pelo Diler para fazer cinema eu obviamente me encantei e procurei tirar dos projetos aquilo que eles tinham de melhor."


    COMO NASCEU A IDEIA DO FILME

    "O Diler havia me pedido indicações de peças teatrais e sugeri duas: Trair e Coçar É Só Começar e Bonitinha, mas Ordinária", revelou Moacyr Góes. "Tinha uma perspectiva muito forte de tirar um pouco o folclore em torno da obra do Nelson, que está ligado à ideia da pornografia ou da erotização exacerbada. Quem se debruça na obra dele sabe que o buraco é mais embaixo."


    PROTEÇÃO A LETÍCIA COLIN

    Durante a coletiva o diretor ressaltou o forte elo que se formou entre ele e Letícia Colin. "Fiz um trabalho que me marcou muito e irei levar pela vida inteira com esta menina, que encontrei aos 18 anos. Trabalhar com a Letícia foi um dos maiores prazeres que tive como diretor, porque, como ela era muito inexperiente pela idade e o papel exigia uma ousadia muito grande, fiz um pacto de estarmos juntos e estabelecermos uma relação sem intermediários. Era um mergulho numa jornada dolorosa da personagem, mas ao mesmo tempo era preciso segurar um pouco."


    CENA DA CURRA

    "A cena da curra era difícil, foi a última que fizemos. Foi uma cena de estúdio, todo o restante do filme foi em locação", explicou o diretor. "Tinha que fazer em um lugar que a protegesse mais e foi muito difícil. Fizemos a cena inúmeras vezes, com vários eixos e cada vez que fazia tirava todo mundo do set, conversava com ela para se recuperar e então irmos de novo."

    Apesar de ser a cena mais famosa da história, Moacyr Góes faz uma ressalva. "É importante dizer que o filme não é a cena da curra, ou ao menos não é só isso. Ela é a expressão de uma crise de valores, sobre onde está o amor. Na relação de amor que existe no filme o sexo não comparece."





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    quinta-feira, 2 de maio de 2013

    Captação de Recursos:'Prioridade do Ministério da Cultura é reformar Lei Rouanet', diz Marta Suplicy


    APROVAÇÃO DO PROCULTURA PRETENDE ACABAR COM CONCENTRAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS EM PRODUÇÕES DO SUDESTE E AUMENTAR PARTICIPAÇÃO DE CRIADORES NEGROS EM EDITAIS




    Sobre o Vale Cultura, Marta informou que desistiu de incluir TV a cabo no pacote de produtos que poderão ser adquiridos (Foto: Elza Fiúza/Arquivo Ag. Brasil)


    São Paulo – A ministra da Cultura, Marta Suplicy, disse hoje (12) que o próximo alvo da agenda legislativa de sua pasta será a reforma da Lei Rouanet, que atualmente tramita pela Câmara como Projeto de Lei 6.722, de 2010. O texto institui o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura) e está parado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Casa há quase dois anos. A titular do ministério afirmou que está ultimando os detalhes do projeto com seu relator, deputado Pedro Eugênio (PT-PE), para levá-lo a plenário o mais rápido possível.

    "Estamos agora nos finalmentes", informou, em entrevista coletiva depois de participar de seminário no Centro Cultural Britânico, em São Paulo. Marta enumerou ainda outras prioridades de sua gestão que devem sair do papel até o final do ano. "Teremos um pequeno aumento orçamentário e também a reforma na lei de direitos autorais, que ainda está um pouco cru. O mais importante é a Lei Rouanet, mas tudo vai desencantar até o final do ano." Na tarde de hoje, a agenda da ministra previa reuniões fechadas com acadêmicos, músicos e artistas que se dedicam ao tema dos direitos autorais na internet.
    Inclusão


    De acordo com Marta Suplicy, as mudanças que o MinC deseja realizar na Lei Rouanet têm como principal desafio transformar a legislação cultural do país num instrumento de inclusão social. "Esse é o eixo do nosso ministério, mas muitas vezes não conseguimos atingir esse objetivo", reconhece, enumerando duas distorções na Lei Rouanet que devem ser combatidas pelo governo. A primeira, a concentração dos recursos no Sudeste. "As regiões Norte e Nordeste acabam ficando com menos recursos, até porque têm menos habitantes e menos empresas. Precisamos mudar isso."

    A ministra lembra ainda a baixa quantidade de projetos apresentados por criadores negros. "Fizemos editais específicos porque percebemos que são pouquíssimos os proponentes negros à Lei Rouanet e pouquíssimos os que são aprovados. Quando conseguem ter aprovação, não conseguem captar recursos junto às empresas." De acordo com Marta, a legislação concede cerca de R$ 1,6 bilhão em incentivos fiscais para produções culturais em todo o país. "A ideia é conseguir um número cada vez maior de pessoas interessadas em fazer filmes, música, dança, circo e livros publicados por autores negros."

    Criticada por alguns artistas e produtores culturais como uma espécie de "privatização" da cultura no país, a Lei Rouanet foi criada em 1991 e funciona com isenções fiscais de até 4% concedidas pelo governo às empresas que decidem patrocinar projetos de música, dança, teatro etc. O Ministério da Cultura recebe propostas e, se aprovadas, seus idealizadores recebem autorização para captar verbas junto às empresas. Portanto, a decisão final sobre o financiamento das produções fica com a iniciativa privada. O poder público exerce um papel de avalista, garantindo a isenção fiscal.
    Vale Cultura


    A mais recente conquista do Ministério da Cultura no Congresso foi a aprovação do programa Vale Cultura, que, a partir do segundo semestre, vai conceder um benefício mensal de R$ 50 para que os trabalhadores do país que ganham até cinco salários mínimos gastem com bens culturais – livros, cinema, teatro etc. "Será o Fome Zero da alma", classificou a ministra em reiteradas ocasiões.

    Hoje, Marta Suplicy disse que desistiu de incluir assinaturas de tevê a cabo no pacote de produtos que podem ser adquiridos com o incentivo governamental. "Tenho recebido telefonemas e cartas e conversado com produtores e artistas, escutei argumentos favoráveis e contrários à inclusão da tevê por assinatura. Abandonamos a ideia", disse. "Decidimos deixar essa televisão pra outro dia. Queremos ver se o Vale Cultura vai ser usado nos lugares pra onde foi imaginado."

    Apesar disso, a ministra reconheceu que é impossível determinar em quais bens culturais os trabalhadores beneficiados pelo programa vão gastar seu dinheiro. Marta citou dois exemplos. Primeiro, uma conversa que teve com uma das porteiras do MinC, que a abordou alguns meses atrás para dizer que gastará seu Vale Cultura indo ao que chamou de "teatro de rico", cujos ingressos custam R$ 70. Ao mesmo tempo, lembrou o grande sucesso de público que foi a exposição dos impressionistas franceses trazida ao país pelo Banco do Brasil. "Fazia fila de dar volta no quarteirão durante a madrugada", pontuou. "O mais instigante é que não sabemos o que o povo vai comprar. Precisamos dar a oportunidade para que as pessoas experimentem coisas novas."

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    fonte: http://www.redebrasilatual.com.br