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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Candangolândia oferece cursos gratuitos sobre portfólio e captação de recursos



Oficinas para artistas, produtores e agentes culturais serão dadas em 11 e 18 de julho, no galpão multiúso da administração regional


Mais dois cursos gratuitos para artistas, gestores culturais e produtores que queiram se tornar empreendedores serão oferecidos pela Administração Regional da Candangolândia, do Núcleo Bandeirante e do Park Way. No sábado (11), o tema é elaboração de portfólios. No dia 18, captação de recursos. As aulas ocorrerão no galpão multiúso da Candangolândia, na Rua dos Transportes, nº 2.

As inscrições podem ser feitas na administração regional ou pelo telefone 3301-9336 ou ainda pelo e-mail comunicacao.nucleopioneiro@gmail.com, de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas. As vagas são limitadas e abertas a moradores de todas as regiões de Brasília.

Em junho, foram promovidas duas oficinas sobre elaboração de projetos para captar recursos de financiamento público ou de parcerias privadas. Graças a uma parceria com a Incubadora BSB Criativa — iniciativa criada pelo Ministério da Cultura com o apoio da Secretaria de Cultura do DF —, essas capacitações não têm custos extras para o governo.

Elaboração de portfólio

11 de julho de 2015 (sábado)

Captação de recursos

18 de julho de 2015 (sábado)

Das 9 às 18 horas

Galpão multiúso da Administração Regional da Candangolândia — Rua dos Transportes, nº 2

Informações: 3301-9336 ou comunicacao.nucleopioneiro@gmail.com

Vagas limitadas e gratuitas

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quarta-feira, 20 de maio de 2015

ANCINE abre edital inédito de apoio à produção com a América Latina



Foi aberta hoje, 18 de maio, a Chamada Pública Prodecine 06/2015 - Coprodução América Latina, do Programa Brasil de Todas as Telas, que viabiliza o investimento de R$ 5 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, para produções brasileiras com países latino-americanos. Esta linha funcionará na modalidade de fluxo contínuo (com inscrições abertas enquanto houver disponibilidade de recursos) e investirá em projetos em que a produtora brasileira tenha participação minoritária.

Projetos de ficção e animação receberão apoio de até R$ 250 mil. Para documentários o apoio será de até R$ 175 mil. Poderão ser inscritos projetos em parceria com Argentina, Bolívia, Costa Rica, Colômbia, Chile, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela.

“Nosso objetivo é não só garantir que mais filmes desses países sejam exibidos no Brasil, mas também promover a presença do cinema brasileiro no mercado externo. Além do aumento da distribuição de filmes, as parcerias entre produtoras brasileiras e de outros países enriquecem o mercado, permitindo o intercâmbio profissional”, explica Manoel Rangel, diretor-presidente da ANCINE.

Podem ser inscritos projetos que se encontrem em quaisquer das etapas de produção, desde que a obra não tenha sido concluída. O fundo se destina a projetos que possuam algum financiamento já garantido, seja através de concursos nos países majoritários de produção ou outros fundos internacionais. No entanto, é vedada a inscrição de projetos que estejam concorrendo ou que já tenham sido contratados em editais de coprodução binacional realizados pela ANCINE.

Os países latino-americanos estão classificados em grupos de acordo com suas características econômico-estruturais e o grau de desenvolvimento de sua indústria cinematográfica. Esses grupos determinam o teto de captação por proposta apresentada a depender do(s) país(es) coprodutor(es) do projeto. No Grupo 1: Bolívia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico e República Dominicana têm direito a cota de 50% do montante (R$ 2,5 milhões). O Grupo 2 formado por Colômbia, Chile, Peru, Uruguai e Venezuela ficam sujeitos a uma cota de 25% (R$ 1,25 milhões) sobre o montante total. O mesmo valor se destina aos países do Grupo 3 (Argentina e México).

Os aportes serão feitos na modalidade de investimento, por meio da qual o FSA terá participação sobre as receitas comerciais do projeto.

Pacote de Ações de Incentivo

A Prodecine 06/2015 - Coprodução América Latina faz parte do pacote de ações de incentivo à realização de coproduções internacionais que a ANCINE preparou para 2015, que conta também com quatro editais binacionais. Ao todo a agência fará investimentos no desenvolvimento e na produção de longas-metragens feitos em parceria com 22 países.

O primeiro edital, em parceria com a Itália, foi lançado em março. Em sua terceira edição, o edital Brasil-Itália disponibiliza 160 mil euros para o apoio ao desenvolvimento de projetos de longa-metragem. O concurso beneficia seis projetos com potencial de coprodução entre os dois países, sendo três selecionados pela ANCINE e três pela Direzione Generale Per Il Cinema, da Itália. A ANCINE contempla dois projetos de roteiristas iniciantes, cada um a ser apoiado com 25 mil euros, e um projeto de roteirista não iniciante que fará jus a 30 mil euros. As inscrições encerraram-se em 4 de maio.

O edital Brasil-Argentina, em parceria com o INCAA (Instituto de Cine y Artes Audiovisuales), encerra hoje, 11 de maio, suas inscrições. Receberão apoio seis projetos com um total equivalente nas moedas locais a 1 milhão de dólares. Já pelo edital Brasil-Portugal, serão investidos 600 mil dólares em 4 projetos, em parceria entre a ANCINE e o ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual). As inscrições para este edital, que começaram em abril, vão até o dia 19 de maio.

Outros dois projetos de coprodução farão jus a um aporte total equivalente a 300 mil dólares por meio do edital Brasil-Uruguai, promovido simultaneamente pela ANCINE e pelo ICAU (Instituto de Cinema y Audiovisual). As inscrições para o edital Brasil_Uruguai terminam dia 26 de maio.

Sobre o Programa Brasil de Todas as Telas

O Programa Brasil de Todas as Telas é a maior e mais importante iniciativa de fomento ao setor audiovisual já desenvolvida no país, com recursos da ordem de R$ 1,2 bilhão, oriundos do Fundo Setorial do Audiovisual. Uma das ações, no eixo que visa fomentar a produção e difusão de conteúdos, busca estimular o desenvolvimento regional da produção brasileira por meio de parcerias com governos municipais e estaduais. Este ano, até R$ 95 milhões serão investidos na produção de obras selecionadas por editais de entidades e órgãos públicos de governos estaduais e prefeituras de capitais.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Projetos incentivados : Síntese da Lei Rouanet



1. O que é a Lei Rouanet?

A Lei Rouanet (Lei 8.313/1991), promulgada durante a gestão do ministro Sérgio Paulo Rouanet, instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), cuja finalidade é a captação e canalização de recursos para os diversos setores culturais.
2. O que é o PRONAC?

O Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC) foi instituído em dezembro de 1991, com a promulgação da Lei nº 8.1313/ 91, mais conhecida como Lei Rouanet. O PRONAC visa a apoiar e direcionar recursos para investimento em projetos culturais. Os produtos e serviços resultantes serão de exibição, utilização e circulação pública, não podendo ser destinados ou restritos a circuitos privados e coleções particulares.
3. Quais são as finalidades do PRONAC?
Facilitar à população o acesso às fontes de cultura;
Estimular a produção e difusão cultural e artística regional;
Apoiar os criadores e suas obras;
Proteger as diferentes expressões culturais da sociedade brasileira;
Proteger os modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;
Preservar o patrimônio histórico e cultural brasileiro;
Desenvolver a consciência e o respeito à cultura de outros povos e/ou nações;
Estimular a produção e a difusão de bens culturais de valor universal;
Dar prioridade ao produto cultural brasileiro.
4. Quais são os mecanismos de apoio do PRONAC?
Incentivo Fiscal
Fundo Nacional da Cultura – FNC
Fundos de Investimento Cultural e Artístico – Ficart (ainda não ativos)
5. Quem pode ser beneficiado pelo mecanismo de incentivo fiscal?

Podem apresentar propostas pelo mecanismo de incentivo fiscal as pessoas físicas com atuação na área cultural (artistas, produtores culturais, técnicos da área cultural etc.); pessoas jurídicas públicas de natureza cultural da administração indireta (autarquias, fundações culturais etc.); e pessoas jurídicas privadas de natureza cultural, com ou sem fins lucrativos (empresas, cooperativas, fundações, ONGs, organizações culturais etc.).
6. O que é uma proposta cultural?

Requerimento apresentado por pessoa física ou jurídica de natureza cultural, por meio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), visando à obtenção dos benefícios do mecanismo de incentivo fiscal da Lei nº 8.313/1991. A proposta deve conter programas, planos, ações ou conjunto de ações inter-relacionadas para alcançar objetivos específicos, dentro dos limites de orçamento e tempo delimitados. Após análise de admissibilidade realizada pelo MinC, a proposta ganha o status de projeto cultural e é encaminhada à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), que recomendará aprovação ou indeferimento ao Ministério.
7. Como apresentar uma proposta cultural para o mecanismo de incentivo?

As propostas culturais serão apresentadas exclusivamente pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo (Salic), que pode ser acessado pelo link:
http://sistemas.cultura.gov.br/propostaweb

Após acessada a página inicial do sistema, o usuário deverá acessar o link “Não sou cadastrado”. Preencha os dados e aguarde o recebimento do e-mail com senha.

No ato do cadastramento da proposta, o proponente deverá comprovar sua natureza cultural anexando ao formulário preenchido a documentação exigida no Art. 7º da Instrução Normativa nº 1/2012/ MinC, conforme sua natureza jurídica. Para as pessoas jurídicas, a inscrição será feita por seu representante legal e a comprovação da finalidade cultural do proponente dar-se-á por meio das informações contidas nos atos constitutivos, no contrato social, no estatuto, na ata ou em instrumento congênere e de elementos materiais comprobatórios de sua atuação na área cultural nos últimos 2 anos.

Deve-se ressaltar que o período para apresentação de propostas culturais é de 1º de fevereiro a 30 de novembro de cada ano. Ademais, não serão admitidas propostas culturais apresentadas em prazo inferior a 90 dias da data prevista para o início da execução do projeto.
8. Quais documentos necessários para o cadastramento da proposta?

No momento do cadastramento da proposta cultural no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo (Salic), serão anexados os seguintes documentos em meio digital (formato PDF) e prestadas as seguintes informações:
Para pessoas físicas:

a) Currículo ou portfólio, com destaque para as atividades na área cultural;

b) Cópia de documento legal de identificação que contenha foto e assinatura, número da Carteira de Identidade e do CPF; e

c) Cédula de identidade de estrangeiro emitida pela República Federativa do Brasil, se for o caso;
Para pessoas jurídicas:

a) Relatório das ações de natureza cultural realizadas pela instituição;

b) No caso de a instituição ter menos de dois anos de constituição, anexar no Salic a versão atualizada do currículo ou portfólio, comprovando as atividades culturais de seus dirigentes;

c) Cópia atualizada do estatuto ou contrato social e respectivas alterações posteriores devidamente registradas no órgão competente ou do ato legal de sua constituição, conforme o caso;

d) Cópia da ata de eleição da atual diretoria, do termo de posse de seus dirigentes, devidamente registrado, ou do ato de nomeação de seus dirigentes, conforme for o caso;

e) Cópia de documento legal de identificação do dirigente da instituição que contenha: foto, assinatura, número da Carteira de Identidade e do CPF;
Para qualquer proposta cultural:

a) Plano básico de divulgação, de acordo com campos previamente definidos no Salic;

b) Plano de distribuição, com descrição dos produtos a serem distribuídos, inclusive os gratuitos, especificando a destinação e os valores;

c) Projeto pedagógico com currículo do responsável, no caso de proposta que preveja a instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, à capacitação, à especialização e ao aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura;

d) Plano de execução contendo carga horária e conteúdo programático, no caso de oficinas, de workshops e de outras atividades de curta duração;

e) Outras fontes pretendidas para a arrecadação de recursos, inclusive aqueles solicitados a outros órgãos e esferas da Administração Pública, assim como dos recursos próprios ou de terceiros, caso venha a ocorrer durante a execução do projeto;

f) Declaração de que obterá a autorização dos titulares dos direitos autorais, conexos e de imagem em relação aos acervos, às obras e imagens de terceiros como condição para utilizá-los no projeto;

g) Declaração de que obterá alvará ou autorização equivalente emitida pelo órgão público competente, no caso de eventos ou intervenções artístico-culturais em espaços públicos; e

h) Declaração de que destinará para fins culturais, todo e qualquer bem ou material permanente a ser adquirido ou produzido com recursos de incentivo fiscal, após a finalização do projeto ou dissolução da instituição, devendo ainda apresentar recibo na prestação de contas, no caso de direcionamento do bem a outra entidade de natureza cultural;

Obs: Para cada área cultural, há um rol de documentos específicos. Verificar documentação no Art. 7º daInstrução Normativa nº 1/ 2012/ MinC.
9. Como um projeto cultural é aprovado para o mecanismo de incentivo?

Primeiramente, é realizada pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) a análise de admissibilidade da proposta cultural, que promove a verificação documental e o exame preliminar. Em seguida, a proposta é transformada em projeto e segue para a unidade técnica de análise correspondente ao segmento cultural do produto principal (Funart, Ibram, Iphan, Palmares, Fundação Casa de Rui Barbosa ou Fundação Biblioteca Nacional).

Recebido o projeto, a unidade técnica analisa o projeto em até 30 dias corridos, podendo esse prazo ser estendido quando o projeto for de recuperação de patrimônio histórico ou de construção de imóvel. Durante esse processo, a unidade técnica homologa o parecer técnico emitido por um parecerista e retorna o processo para o Ministério da Cultura. Independemente da recomendação técnica pela aprovação (total ou parcial) ou pelo indeferimento, o projeto é encaminhado à Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, que se manifesta e recomenda decisão.

Depois da manifestação da CNIC, o projeto cultural é submetido à decisão do secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, da qual o proponente é notificado em até 5 dias úteis por meio do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo (Salic). Em caso de aprovação total ou parcial, a decisão é ratificada pela Portaria de Autorização para Captação de Recursos Incentivados, publicada no Diário Oficial da União.
10. Quem pode apoiar projetos culturais?
Pessoas físicas pagadoras de Imposto de Renda
Empresas tributadas com base no lucro real

Não podem apoiar pelo incentivo fiscal:
Microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional
Empresas com regime de tributação baseada em lucro presumido ou arbitrado;
Doador ou patrocinador vinculado à pessoa, instituição ou empresa titular da proposta cultural, exceto quando se tratar de instituição sem fins lucrativos, criada pelo incentivador.
11. Quais são as formas de apoio?

O apoio pode ser efetuado por duas formas: doação ou patrocínio.

A doação compreende as seguintes ações:
Transferência definitiva e irreversível de recursos financeiros, em favor do titular da proposta cultural;
Transferência definitiva e irreversível de bens, em favor do titular da proposta cultural;
Também se configura como doação o valor despendido com as despesas de restauração, conservação ou preservação de bem tombado pela União, por pessoa física pagadora do Imposto de Renda ou pessoa jurídica tributada com base no lucro real dele proprietária ou titular. Este tipo de gasto também pode ser objeto de benefício fiscal.

Na doação é proibido qualquer tipo de promoção do doador e só podem se beneficiar dela propostas culturais de pessoa física, ou jurídica sem fins lucrativos.

O patrocínio compreende as seguintes ações:
Transferência definitiva e irreversível de dinheiro;
Transferência definitiva e irreversível de serviços;
Utilização de bens móveis ou imóveis do patrocinador, sem transferência de domínio.

No patrocínio pode haver publicidade do apoio com identificação do patrocinador, e qualquer proposta aprovada pode se beneficiar dele, inclusive as que estiverem em nome de pessoa jurídica com fins lucrativos.
12. Quais são os benefícios tributários do incentivador?

O Art. 18 da Lei nº 8.313/1991 permite ao contribuinte, pessoa física ou jurídica, abater integralmente do imposto de renda os valores destinados ao apoio de projetos culturais, a título de doação ou patrocínio, dos seguintes segmentos:
Artes Cênicas;
Livros de valor artístico, literário ou humanístico;
Música erudita ou instrumental;
Exposições de Artes Visuais;
Doações de acervos para bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas, treinamento de pessoal e aquisição de equipamentos para manutenção desses acervos;
Produção de obras cinematográficas e videofonográficas de curta e média metragem e preservação e difusão do acervo audiovisual (apenas produções independentes e culturais-educaticas de caráter não-comercial, realizadas por empresas de rádio e televisão);
Preservação do patrimônio cultural material e imaterial (só é considerado como patrimônio o bem cultural oficialmente tombado, em esfera federal, estadual ou municipal; processo de tombamento em andamento não é considerado);
Construção e manutenção de salas de cinema e teatro, que poderão funcionar também como centros culturais comunitários, em Municípios com menos de 100.000 (cem mil) habitantes.

Quanto aos demais segmentos culturais, o Art. 26 da Lei 8.313/1991 estabelece os seguintes percentuais de dedução:

Pessoas Jurídicas tributadas com base no lucro real:
30% do valor patrocinado;
40% do valor doado.

Pessoas físicas:
60% do valor patrocinado;
80% do valor doado.
13. O que é o Fundo Nacional da Cultura?

O Fundo Nacional de Cultura (FNC) é um fundo público de natureza contábil, cujo objetivo é captar e destinar recursos para projetos culturais compatíveis com o PRONAC. Os benefícios são concedidos através de programas setoriais realizados por edital ou apoio das denominadas “propostas culturais de demanda espontânea”, que não se enquadram em programas específicos, mas têm afinidade com as políticas do setor cultural. O processo seletivo dessas demandas espontâneas é realizado pela Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC), mediante a celebração de convênio ou contrato de repasse.
14. Quem pode obter apoio do Fundo Nacional da Cultura?

Podem propor projetos para receber recursos do FNC as pessoas físicas e jurídicas, com ou sem fins lucrativos, assim como entidades administrativas e órgãos públicos federais, estaduais e municipais. No tocante às pessoas jurídicas de direito público ou privado de natureza cultural sem fins lucrativos, estas são encaixadas na modalidade de apoio de recursos não-reembolsáveis. Já as pessoas físicas ou pessoas jurídicas privadas com fins lucrativos, na modalidade de apoio de financiamentos reembolsáveis, por meio de agentes financeiros credenciados pelo Ministério da Cultura.

terça-feira, 26 de março de 2013

Captação de Recursos: Obra que retrata Olivetto será um documentário




O filme de Washington Olivetto não será uma cinebiografia e sim um documentário. O longa tem estreia está prevista para janeiro de 2014.

O título provisório da película é “A Primeira Campanha a Gente Nunca Esquece”, em referência ao trabalho mais famoso de Olivetto, feito para a Valisère nos anos 80. Vale lembrar que Adnews em revista nº 10 traz uma frase parecida em sua capa, divulgada em 13 de março.

O longa será comandado pela Carmela Produções e será dirigido por Maurício Eça, que há anos trabalha com publicidade e videoclipes. O premiado vídeo “Diário de um Detento”, do grupo Racionais MC’s, é de sua autoria.

Orçado em R$ 1,8 milhões, a produção conseguiu o aval da Ancine (Agência Nacional de Cinema) e está em fase de captação de recursos.

Informações do UOL.

Redação Adnews

fonte:uol.com.br


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quinta-feira, 21 de março de 2013

Continuação de "Até Que a Sorte Nos Separe" consegue a captação de R$ 7,5 milhões

Nas bilheterias o filme foi um sucesso, levando 3,5 milhões de pessoas ao cinema

Da Editoria Cultura & Comportamento





O filme 'Até Que a Sorte nos Separe 2' conseguiu a captação de R$ 7.445.500,00 junto à Agência Nacional do Cinema, de acordo com informações do Uol. O valor foi aprovado na reunião de Diretoria Colegiada realizada no dia 5 de março e publicado na sexta-feira (15) no Diário Oficial da União.

Para quem não sabe, o primeiro filme captou cerca de R$ 2,7 milhões em recursos públicos e teve um custo total de produção de R$ 6 milhões. Nas bilheterias o filme foi um sucesso, levando 3,5 milhões de pessoas ao cinema.

Leandro Hassum e Danielle Winits, protagonistas do primeiro filme, deverão voltar para a continuação.

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segunda-feira, 18 de março de 2013

'O cinema nacional tem de se tornar uma indústria', diz Marcos Prado



Diretor fala sobre as dificuldades da produção no Brasil, desafios da distribuição e o que vem por aí


Paulo Giandalia/Estadão


"Falta marketing, estratégia nos mercados internacionais e apoio do governo", Marcos Prado lamenta a rara presença de filmes brasileiros na premiação. Por que o Brasil emplaca tão poucas produções? "Não tenho uma resposta precisa, mas sei que é muito difícil fazer, por aqui, filmes autorais", constata o produtor dos dois filmes da franquia Tropa de Elite, autor do premiadíssimo documentário Estamira e diretor do longa Paraísos Artificiais. Falta marketing? "Falta marketing, estratégia nos mercados internacionais e apoio do governo", resume.

Sem palpite, ainda, sobre o vencedor da estatueta, Prado conversou com a coluna, entusiasmado com seus novos projetos. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Depois de Paraísos Artificiais, qual o próximo projeto?
Marcos Prado - Vou dirigir um filme chamado Nó na Garganta, sobre gangues de futebol. Já entramos com pedido de financiamento no BNDES e estamos captando recursos. Está orçado em R$ 10 milhões. Vamos mostrar as razões pelas quais esses garotos vivem a paixão de torcer, de viver aquela intensidade do futebol. Coisa bélica, o que está por trás disso. Quero explorar esse nicho de garotos de classe um pouco mais baixa, apesar de existir muita gente da classe média envolvida na violência do futebol. Tentar entender, sem fazer apologia.

Algum outro projeto?
Marcos Prado - Em fase de elaboração de roteiro está a história do Rickson Gracie, mestre do jiu-jitsu. Mas é sobre sua história, não a da luta. E um outro filme a respeito da tomada do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Ambos serão dirigidos pelo Zé Padilha. Este do morro, por ora estamos chamando de A Invasão do Alemão. Será uma história baseada no livro do Rodrigo Pimentel e do Gustavo Almeida, que será publicado este ano. E da nossa caixa de Pandora sairão um documentário e uma série de TV sobre Tropa de Elite. Ainda estamos negociando o canal para tanto.

Como você e o Padilha começaram a trabalhar juntos?
Marcos Prado - Sempre fomos muito amigos. O Padilha trabalhava em banco. Um dia, ele chegou e desabafou: "Meu irmão, a era Collor me faliu". Respondi: "Pois eu não!". Claro, a verdade é que eu não tinha nada para ser confiscado, estava era duro mesmo. (risos) Ele, então, me disse que queria trabalhar com documentários, coisa que eu já fazia havia muito tempo, e propôs o tema dos carvoeiros. Acabamos filmando Tropa de Elite.

Era para ser documentário?
Marcos Prado - Era, mas acabou virando ficção, porque não encontramos uma maneira de falar sobre a polícia. Entrevistar policiais com a cara lavada não dava, ia ficar chato. Aí, o Zé passou dois anos desenvolvendo roteiro. E fomos bem.

A Ancine funciona?
Marcos Prado - Funciona, mas está um pouco engessada.

E o BNDES?
Marcos Prado - Ajuda. E existem outros incentivos, mas são todos caros. O cinema não vai virar indústria devido às regras vigentes do cinema nacional.

É difícil arrumar financiamento para o cinema aqui no Brasil?
Marcos Prado - Não é nada fácil. A Ancine regulamenta o cinema e limita em R$ 7 milhões a captação de recursos federais. Existem, ainda, alguns incentivos estaduais e municipais, que elevam esse teto, mas nada significativo. O problema é que esse patamar é baixo para produções maiores.

Os diretores brasileiros estão começando a dirigir lá fora. O Padilha, por exemplo.
Marcos Prado - Estão indo lá para fora porque é um sonho que pode virar uma realidade muito legal. O Padilha pode se tornar um diretor querido gringo - que vai ter mais liberdade no futuro. Agora, está fazendo um filme de US$ 100 milhões, Robocop 4. Mas com pouca autonomia.

Na captação, então, por meio da Lei Rouanet, o máximo que o investidor pode deduzir de imposto de renda são R$ 7 milhões?
Marcos Prado - Isso mesmo. Sendo que R$ 3 milhões desses R$ 7 milhões são relacionados às distribuidoras - subsidiárias, na sua imensa maioria, de empresas lá de fora. Elas podem, por lei, reaplicar no cinema um porcentual do que habitualmente remetem ao exterior. Com esse direito, acabam virando coprodutoras. Exemplo: eu sou uma distribuidora, olho o seu projeto e me interesso. Então, entro com você no seu filme, mas você vai ter de assinar contrato comigo. Aí, tenho de abrir mão de parte do que é meu.

Então, na realidade, livres mesmos para captação são apenas R$ 4 milhões?
Marcos Prado - Mais ou menos isso, pois essa prática com as distribuidoras está disseminada no mercado. Aí você vai indo e percebe que, cada vez mais, tem de ceder os direitos do seu filme. Muita gente tem de ceder também para os investidores e outros. Por exemplo: se você faz algo sem a Globo Filmes, acaba não lançando o filme. Então, você cede - e são mais 20%. Como 50% da bilheteria são do exibidor, sobra pouco. Produtor não tem chance de ganhar dinheiro no cinema nacional.

E não tem uma saída?
Marcos Prado - Muitos descontam no salário! Colocam lá em cima. Aí, vem a Ancine, diz que não pode fazer isso. O cara tem de rebolar para arrumar uma maneira de se garantir. Está errado. A indústria tinha de sobreviver sem esses subterfúgios. Mas é difícil.

Vocês mesmos fizeram a distribuição de Tropa de Elite?

Marcos Prado - Foi o que aconteceu. E nós nos organizamos para ter 70% de todo o filme. Montamos uma nova distribuidora, chamada Nossa, em parceria com a Conspiração, com a O2, com a Lereby (do Daniel Filho) e outros que fazem cinema comercial. No molde que a gente propôs, o mercado gostou e se uniu para criar uma opção. Só que essa opção requer uma coisa difícil para o produtor: investir dinheiro no lançamento, coisa que a lei não permite. Estamos tentando reinventar uma fórmula para o cinema nacional virar indústria.

O que acha da concorrência DVD versus sala de cinema?
Marcos Prado - A experiência do cinema está diminuindo, com certeza. Quanto mais tecnologia e poder aquisitivo, mais as pessoas passarão a assistir cinema em casa. Mas a principal receita para o produtor ainda vem dos ingressos nas salas de exibição.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Captação de Recursos: Uma nova tendencia no cinema brasileiro, os filmes biográficos


Tendência na Captação de Recursos:

Sucesso de produções como 2 filhos de Francisco e Gonzaga - De pai para filho justificam o investimento


fonte: Ana Clara Brant - EM Cultura



Breno Silveira dirigiu o filme sobre Gonzagão e o filho Gonzaguinha e agora estuda novos projetos


Matéria completa em Cursos Raízes Culturais


Provavelmente, um dos primeiros filmes biográficos feitos no Brasil é Tico-tico no fubá, de 1952, sobre o compositor Zequinha de Abreu. Produzido pela Companhia Vera Cruz e com direção de Adolfo Celi, o longa-metragem tinha Anselmo Duarte no papel do protagonista e Tônia Carrero como Branca, a grande paixão de Zequinha. Desde então, vez por outra as chamadas cinebiografias apareciam nas telas pelo país, mas nos últimos anos, especialmente depois da retomada do cinema nacional, em 1994, com Carlota Joaquina, princesa do Brazil – apesar da forma polêmica que retratou a família real portuguesa e narrou a trajetória da espanhola que se casou com o herdeiro do trono, dom João VI –, esse gênero passou a ser mais explorado. O público do cinema já pôde conhecer mais a fundo personalidades como Cazuza, Heitor Villa-Lobos, Chico Xavier, Zuzu Angel, Olga Benário, Garrincha, Heleno de Freitas, o ex-presidente Lula e até Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha.

Responsável por um dos filmes biográficos de maior sucesso da história do cinema brasileiro, 2 filhos de Francisco – A história de Zezé di Camargo e Luciano, o diretor Breno Silveira lançou recentemente Gonzaga – De pai pra filho, que mostra a conturbada relação entre Gonzagão e Gonzaguinha e que já bateu o público de 1 milhão de espectadores. E o diretor avisa: sua próxima empreitada deve ser mais uma cinebiografia, mas ainda não definiu sobre quem. “Tenho vários projetos interessantes. Algumas biografias estão comigo há anos, como a do navegador Amyr Klink, que pretendo fazer algum dia e que, inclusive, cheguei a escrever o roteiro, assim como a do Éder Jofre; e tem também a história do Lampião, que me fascina bastante”, diz.

Breno conta que, quando filmou 2 filhos de Francisco, não queria produzir algo semelhante tão cedo, mas começou a perceber o quanto o assunto é instigante e como é importante para um país conhecer a sua própria história e seus personagens. “E a biografia serve a esse propósito. O Brasil é um país muito novo e carente disso. O cinema mundial investe nesse filão há muito tempo e acho extremamente válido esse movimento por aqui. É bom pra gente se entender”, acredita.




O ator Thiago Mendonça, que fez o papel do sertanejo Luciano em 2 filhos de Francisco, encarna Renato Russo em Somos tão jovens


O cineasta acrescenta que há muitos desafios quando se embarca em iniciativas como a de Gonzaga ou 2 filhos de Francisco, até porque cada um narra o seu ponto de vista e o aprofundamento é mais intenso. Mas o que deve importar é mostrar o personagem da maneira como ele realmente é. “Biografia é sempre mais complicado de fazer do que outro tipo de filme. É difícil ser completamente fiel às datas; tem sempre um questionando se aconteceu em tal dia ou não. Todo mundo tem a sua própria história na cabeça.”

“No caso de 2 filhos de Francisco“, lembra Breno Slveira, “o Zezé contava de um jeito, o Luciano de outro, o seu Francisco tinha uma versão totalmente distinta. Não que eles estejam errados, mas as pessoas têm visões diferentes sobre a mesma coisa. O que conta é entender um pouco o conteúdo e a alma desses personagens. É isso que a gente não pode trair. Os detalhes não importam”, destaca.

Emoção Quem também está envolto com uma grande história é o diretor, produtor e roteirista Antônio Carlos da Fontoura que acaba de finalizar Somos tão jovens, ainda sem data de estreia, e que vai mostrar como Júnior se transformou em Renato Russo, o maior mito do rock brasileiro. A produção, que tem Thiago Mendonça como protagonista – o ator já interpretou outra figura da vida real, o sertanejo Luciano – mostra a Brasília de 1976 a 1982, quando começaram a surgir bandas como Aborto Elétrico e Legião Urbana, e o papel de Renato Manfredini nesse processo.

“Ele é o motor de toda aquela turma da capital federal que tinha gente como Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá, Dinho Ouro Preto”, justifica Fontoura. “Já tivemos documentários sobre ele,....continua em Agenda

O Estado de Minas
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