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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Programa Brasil de Todas as Telas divulga investimentos





A ANCINE e o Banco Regional de Desenvolvimento Econômico do Extremo Sul (BRDE) anunciaram novos investimentos do Programa Brasil de Todas as Telas em seis projetos de longas-metragens para as salas de cinema, contemplados em três chamadas públicas do Programa que funcionam na modalidade de fluxo contínuo. O montante de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual envolvido nesta operação é de R$ 6,05 milhões.

Pela Chamada PRODECINE 02/2013, de apoio à produção cinematográfica via distribuidoras, foram contemplados dois longas de ficção ("Que horas ela volta", de Anna Muylaert, apresentado pela Pandora Filmes; e "O Caseiro", com direção de Júlio Santi, apresentado pela Europa Filmes) e um de animação ("Tarsilinha", com direção de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, apresentado pela H2O.

A Chamada Pública PRODECINE 03/2013 contemplou nesta operação os filmes "Beira-Mar", de Felipe Maltzembacher e Márcio Reolon, produzido pela Avante Filmes; e ""Os Maias (Alguns) Episódios da Vida Romântica", de João Botelho, produzido pela Raccord Produções Artísticas e Cinematográficas. Ambos receberão R$ 200 mil para investimentos na comercialização.

Finalizando, pelo PRODECINE 04/2013, que oferece aportes para a complementação de recursos necessários à viabilização dos projetos, o longa de animação "Peixonauta - O Filme", dirigido por Kiko Mistrorigo e Célia Catunda, derivado da série de TV e produzido pela PG Produções de Cinema, Vídeo e TV, fará jus a um apoio de R$ 800 mil.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

ONGs precisam planejar para ter crescimento sustentável



Um dos principais desafios hoje para a captação de recursos no terceiro setor é fazer um planejamento. O alerta foi feito por João Paulo Vergueiro, diretor executivo da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), durante o Festival ABCR, que ocorreu entre os dias 5 e 7 de maio, no Centro de Convenção Rebouças, em São Paulo, reunindo masterclasses, palestras e feira de expositores, com o objetivo de discutir os desafios e estratégias para a captação de recursos na sociedade civil.

Segundo Vergueiro, boa parte das ONGs trabalha com as despesas do dia a dia, com o básico para fechar as contas no fim do mês, principalmente quando elas são pequenas. “Mas é fundamental que elas parem e planejem, criem uma estratégia para sobreviver no médio e longo prazo”, afirma.

Após dar início ao planejamento de como obter os recursos necessários, Vergueiro aponta três elementos fundamentais para o sucesso de qualquer entidade: paciência, investimento e confiança na relação com os doadores. Paciência, porque a captação de recursos é um processo que leva tempo; investimento, porque você precisa levar a sua mensagem às pessoas certas para receber retorno, e isso demanda dinheiro; e confiança na relação com os doadores, porque a ONG precisa acreditar que defende uma causa importante o bastante para atrair outras pessoas, que podem demorar a chegar, mas com a estratégia correta chegarão uma hora.

O encontro abordou desde questões mais gerais, como a necessidade de se construir uma cultura de doação no país, até formas específicas de se fazer isso, como o diálogo direto com pessoas físicas e a captação com governo e empresas.

Ao todo, foram quase 500 participantes na edição de 2015, contando público e palestrantes. Para o diretor executivo da ABCR, “um festival como este é importante para a sociedade civil por mostrar esses caminhos, por promover a melhor maneira de elas alcançarem a sustentabilidade financeira delas.”

Troca de experiências

Participantes de várias regiões do Brasil marcaram presença no encontro. Um deles foi Daniel Antunes, do Grupo Luta Pela Vida, de Uberlândia, Minas Gerais.

O grupo construiu o Hospital do Câncer de Uberlândia e é responsável até hoje pela manutenção do local. Para isso, conta com o apoio financeiro de aproximadamente 45 mil pessoas físicas e 800 empresas. O método utilizado para atingir tanta gente? Na maioria das vezes, o telefone. “A nossa principal forma de contato é até hoje o telefone, com o serviço de telemarketing”, conta Antunes. Mas, como está cada vez mais complicado falar com as pessoas através do telefone fixo, a instituição já está em busca de novas formas de conquistar doadores para sua causa.

Outra pessoa que viajou para conhecer as diferentes maneiras de se captar recursos foi Jeanine Pacholski, de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Funcionária do Instituto Elisabetha Randon, criado por um grupo empresarial da região, Jeanine admite que não vivencia grandes obstáculos no dia a dia para conseguir empresas que aceitem financiar os projetos do instituto. Ainda assim, ela e a organização sem fins lucrativos que ela representa estão interessadas em conhecer as opções de captação disponíveis, não só para benefício direto da instituição, mas também para ajudar a disseminar esse conhecimento para outras ONGs gaúchas.

E nem só de integrantes diretos do terceiro setor o público do evento foi composto. A administradora Andrea Gama, de Salvador, na Bahia, é sócia da produtora Benditas, que trabalha no desenvolvimento de projetos culturais, sociais e esportivos, e decidiu participar do festival para entender a fundo a questão da captação e ver o que as organizações da sociedade civil têm a ensinar para empresas com preocupação social. “Acho que a troca entre o segundo e o terceiro setor é sempre muito importante”, diz.

A busca por pessoas

A preocupação em captar recursos financeiros é essencial para qualquer organização, mas é preciso buscar também outro tipo de recurso: o humano. “Às vezes, a gente fica pensando só em trazer patrocinador, trazer dinheiro, recurso material. Isso é fundamental, mas é muito importante envolver pessoas na história”, explica Felipe Mello, um dos fundadores da ONG Canto Cidadão e palestrante do Festival ABCR 2015.

De acordo com Mello, a maioria das entidades do terceiro setor nasce da vontade de algumas pessoas em fazer um trabalho social, mas que não têm fácil acesso a empresas que possam ajudar financeiramente. Assim, conquistar um grupo de pessoas que se interessem pela mesma causa e que aceitem trabalhar voluntariamente por ela ou ajudar com doações pode ser o primeiro grande passo. Foi assim com a própria Canto Cidadão.

O trabalho social que deu origem à instituição foi o Doutores Cidadãos, que começou com Mello e um amigo, Roberto Ravagnani. Após seus expedientes normais em empresas, eles se vestiam de palhaços e iam visitar voluntariamente idosos em hospitais e asilos públicos e filantrópicos. Com o tempo, o projeto foi conquistando outros voluntários e começou a crescer, até se tornar o que é hoje: uma ONG que já beneficiou cinco milhões de pessoas, através de diferentes ações de sensibilização para a cidadania, como palestras e programas de rádio e televisão, e atuação direta, com atividades artísticas e lúdicas em hospitais e escolas.

“O caminho é buscar pessoas. A partir de cada uma que se junta à sua causa, você tem a possibilidade de conhecer muitas outras e, assim, você vai criando conexões e crescendo”. Outra dica de Mello é fugir do discurso de “coitadinho” na hora de tentar mobilizar pessoas e empresas para a sua causa. Neste momento, é importante mostrar que há um projeto precioso sendo discutido, que promove a valorização da vida e trará benefícios para todos os envolvidos.

Artistas da nova geração aderem à formalização para gerenciar carreira



A banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju decidiu formalizar o grupo como empresa em 2008. Expoentes de uma nova geração de artistas brasileiros que fizeram do caminho independente o eixo central de renovação da jovem produção cultural no País, os Móveis não inovaram apenas na produção musical. Jovens empreendedores, os nove integrantes tomaram as rédeas da própria carreira e transformaram as atividades do grupo em negócio.

Trabalhando como empresa pelo Super Simples, a banda produz o próprio festival e vende produtos como CDs e camisetas em sua loja virtual. Para o baixista do grupo, Fábio Pedroza, o modelo do Simples foi decisivo para o crescimento das atividades do grupo. “Isso gerou para a gente um retorno maior”, contou Fábio em depoimento ao Portal Brasil.

Segundo Fábio, a formalização do pequeno negócio contribui para incrementar o desenvolvimento econômico do setor cultural. “O setor (cultural) exige políticas públicas. Nada mais justo que a formalização, isso ajuda os dois lados, o governo também ganha com arrecadação”.
O baixista ressalta a importância do MEI para os que estão começando a empreender em um ambiente sem burocracia. “É um incentivo para aquilo que para muitas pessoas é um bicho de sete cabeças, a figura da pessoa jurídica”, conclui o músico.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Captação de Recursos: Comédia traz ‘ladrões’ atrapalhados





Rodrigo (Danton Mello), Danilo (Lúcio Mauro Filho), Tonico (Felipe Abib), Vaguinho (Gregório Duvivier) e Amaral (Fábio Porchat) se juntam para um assalto em “Vai que Dá Certo’’ e Bruno Mazzeo vive político corrupto / Foto Divulgação
É inevitável chegar aos 30 anos e não fazer uma reflexão sobre as conquistas da vida. É nesse ponto que se encontra Rodrigo (Danton Mello), na comédia “Vai que Dá Certo’’, que acaba de estrear nos cinemas do País.

Depois de uma noitada com os amigos, ele perde o emprego de músico e se vê sem dinheiro, expulso de casa pela mulher e obrigado a voltar a morar com a mãe. Só lhe resta, então, pedir emprego ao primo Danilo (Lúcio Mauro Filho), que trabalha em uma empresa de transporte de dinheiro.

Porém, ao contrário do que ele imagina, o que Danilo oferece é um plano tido como perfeito para assaltarem um carro-forte e, juntos, ficarem ricos. Para isso, eles precisam de mais três comparsas, e Rodrigo chama seus amigos Tonico (Felipe Abib), Vaguinho (Gregório Duvivier) e Amaral (Fábio Porchat) para participar do esquema.

Com um roteiro plausível e um elenco formado por atores cômicos é que o longa conquista o público. A ideia, segundo o diretor Maurício Farias, surgiu há cerca de 20 anos. “O filme discute uma questão ética: até que ponto você vai para sobreviver. Só que tudo de maneira inconsequente.’’ Como era de se esperar, o plano fracassa, e o grupo se vê em apuros. “Cada vez mais eles vão se afundando e se encrencando. E é justamente isso que é divertido’’, diz Fábio Porchat.

A princípio, Bruno Mazzeo faria o papel que coube a Danton Mello, mas ele sugeriu a troca para dar conta de outros compromissos.

Mazzeo acabou interpretando o político corrupto Paulo. “Quando cheguei para filmar, deu invejinha, porque eles estavam muito enturmados’’, diz ele.

Roteiro

Porchat é um dos principais nomes do humor brasileiro da atualidade. Além de interpretar o personagem Amaral, ele também assina o roteiro final ao lado do diretor Maurício Farias -e foi responsável pela criação dos diálogos do filme.

“Quando escrevi os textos, já sabia mais ou menos quais atores participariam. Então, pensei em cada um deles. Aí o diálogo saiu mais fácil.’’ Segundo ele, as improvisações ocorreram mais durante a leitura do texto e, quando chegaram ao set de filmagem, o roteiro foi seguido.

Porchat faz parte do grupo que criou o canal de vídeos Porta dos Fundos, que alcançou 90 milhões de visualizações em seis meses. “O que acho bacana é que nossa geração é talentosa, autoral, que faz do jeito que quer. É uma geração que toma as rédeas da situação. Eu, por exemplo, quero estar na TV, na internet e no cinema.”

Comédia

O longa “Vai que Dá Certo’’ vem para reforçar as produções brasileiras de comédia -que têm feito bastante sucesso recentemente. Coproduzido pela Globo Filmes, ele segue a receita de combinar atores famosos e temas engraçados.

No ano passado, entre os cinco filmes brasileiros mais vistos estão quatro comédias. “E Aí, Comeu?’’ lidera e levou 2,5 milhões de pessoas ao cinema -com Bruno Mazzeo, que está em “Vai que Dá Certo’’.

O único drama da lista é “Gonzaga - de Pai pra Filho’’, que atraiu 1,5 milhão de pessoas. Apesar disso, o diretor Maurício Farias diz que foi difícil conseguir recursos para fazer “Vai que Dá Certo’’. “Começamos a filmar sem conseguir captar todo o dinheiro.’’

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fonte:http://odiariodemogi.inf.br/

terça-feira, 2 de outubro de 2012

TV paga provoca explosão de demanda de projetos audiovisuais






Veja matéria completa em Cursos Raízes Culturais

IEstamos diante de uma explosão de demanda”, disse o diretor da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Manoel Rangel, durante palestra sobre a Lei 12.485/2011 e as cotas para conteúdo de produtoras independentes nos canais de TV por assinatura. O debate foi parte da programação do Rio Market, evento paralelo ao Festival do Rio.


Com a entrada em vigor da lei, a partir de novembro deste ano, os canais de TV por assinatura terão de oferecer uma quantidade de horas de programação com produção nacional e independente crescente.

Até 2013, os canais por assinatura deverão ter 3h30 por semana de conteúdo nacional em horário nobre (período das 18h às 24h nos canais abertos e fechados convencionais e das 11h às 14h e das 17h às 21h nos canais para crianças e adolescentes), do qual metade será de produtoras brasileiras independentes. A entrada em vigor da lei é tratada pelo setor como suficiente para o início de um novo momento da indústria de audiovisual nacional.

Segundo Rangel a lei, marcada por um intenso trabalho de costura entre o setor, o Conselho Superior de Cinema e o Congresso Nacional, representa um imenso acerto ao estabelecer as políticas de carregamento, que cotizam o tempo de programação, a exemplo do que é feito há mais de uma década com o cinema nacional.

A política conduz o mercado ao papel de financiador da produção independente nacional, que necessita, em grande medida, de recursos públicos para se manter e dar continuidade à sua produção. O próprio conceito de independente, que considera, entre outras coisas, os direitos da produtora sobre seu produto, mesmo que tenha investimento minoritário de recursos em sua execução, é fundamental para estruturar as iniciativas, explicou Rangel.

Embora a obrigação exija uma nova postura de mercado, a inclusão do setor no Plano Brasil Maior, como uma das indústrias prioritárias para investimentos, deve permitir uma estruturação definitiva, e, aliada ao uso dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, que segundo Rangel devem atingir R$ 600 milhões no curto prazo, vão permitir a compra ...continua em Agenda/Eventos

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Fonte: www.jb.com.br