Um curso que ensina o artista a se auto produzir e aos profissionais da arte os caminhos da captação de recursos Veja nosso curso em : http://www.cursosraizesculturais.com.br
Mostrando postagens com marcador como ganhar dinheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador como ganhar dinheiro. Mostrar todas as postagens
sábado, 27 de junho de 2015
Captação de recursos e o marketing de causa
As ONGs têm utilizado o Marketing de Causa para divulgar e difundir os seus objetivos. Realizado de maneira à sensibilizar e mobilizar agentes da sociedade, ele contribui para a atração de novos doadores ou financiadores, além de promover a missão e os valores da instituição
Saiba Mais
Nos últimos anos, as instituições sem fins lucrativos ou ONGs (Organizações não governamentais), como são mais conhecidas, ganharam ainda mais evidência no cenário nacional. Segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2010, havia 290,7 mil Fundações e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil, sendo elas voltadas à religião (28,5%), associações patronais e profissionais (15,5%) e ao desenvolvimento e defesa de direitos (14,6%). O objetivo maior destas instituições é contribuir para a melhoria de vida das pessoas em vulnerabilidade social e a sustentabilidade do planeta, ou de alguma forma, conscientizar a população de que ajudar é preciso e de responsabilidade de todos. Elas realizam projetos e programas voltados à promoção dos direitos econômicos, sociais e ambientais.
As ONGs têm utilizado o Marketing de Causa para divulgar e difundir os seus objetivos. Realizado de maneira à sensibilizar e mobilizar agentes da sociedade, ele contribui para a atração de novos doadores ou financiadores, além de promover a missão e os valores da instituição. As organizações sem fins lucrativos têm procurado cada vez mais operar como se estivessem no mercado ou segundo setor, adotando práticas tradicionais de marketing como estratégias de segmentação, gerenciamento de relacionamento com o cliente e gerenciamento agressivo da marca – Polonski (2003).
Para trazer mais visibilidade, as instituições utilizam modelos de campanhas adaptados ao marketing de serviços, de produtos e institucional. Essa é também uma forma de se conseguir recursos para a realização dos projetos. A captação de recursos é uma das principais tarefas das ONGs, pois sem recursos não é possível viabilizar os projetos. Desta forma é importante que todos os envolvidos compreendam a causa e a intenção de uso do recurso – Cruz e Estraviz (2000).
A captação de recursos é um meio de patrocinar projetos sociais, culturais e ambientais e atender ainda mais famílias e comunidades. Segundo Cruz e Estraviz (2000), o patrocinador necessita encontrar razões para doar, seja o compartilhamento de valores ou da missão das duas partes, ONG e empresa.
Esta prática é adotada por muitas instituições que oferecem gratuitamente os cursos de formação e o Programa Jovem Aprendiz para jovens de todo Brasil. Para que haja visibilidade em projetos como este, as instituições necessitam do apoio das empresas e organizações para angariar recursos, por meio de apoio e/ou patrocínio. Desta forma, criam um planejamento estratégico das ações de divulgação, comunicação, sensibilização e mobilização para os parceiros. Isso é positivo para estas organizações? Claro que sim, pois desenvolvem a comunidade e diminuem os impactos causados pela vulnerabilidade social. As instituições sem fins lucrativos são agentes de mudança humana. Seu produto é um paciente curado, uma criança que aprende, um jovem que se transforma em um adulto com respeito próprio – Drucker (1999 )
A área de Captação de Recursos das instituições sem fins lucrativos é responsável pelo atendimento das empresas interessadas em concretizar um investimento social privado. O objetivo é buscar alianças com empresas que partilhem do mesma missão de promover a inclusão social de jovens, o resgate da cidadania, transformação social e de desenvolvimento social nas comunidades. Além disso, com essa parceria, a empresa, muitas vezes, tem dedução em imposto pelo valor doado, pelo fato da maioria das ONGs serem entidades de utilidade pública.
Segundo uma pesquisa realizada pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2008, 69% das empresas privadas brasileiras realizam ações sociais em benefício da comunidade. Resultados concretos comprovam que vale a pena investir e criar oportunidades de crescimento pessoal e profissional a jovens de diversas partes do Brasil. Além disso, as instituições sem fins lucrativos ganham credibilidade no mercado e atraem ainda mais parceiros para os projetos que realizam o que transforma ainda mais a vida de jovens, famílias e comunidade.
Porém, os fatores chaves de sucesso mais importante para o sucesso da captação de recurso consequentemente sua renovação, são: o impacto ou retorno social do projeto medido por indicadores, prestação de contas dos recursos captados, transparência nas relações e idoneidade da instituição.
O papel do Captador de Recursos
Existem várias áreas em que o profissional de Captação de Recursos pode atuar. Ele pode assumir a área em uma instituição sem fins lucrativos, ser um consultor ou trabalhar como autônomo.
O captador de recursos que trabalha dentro das organizações é responsável pela realização de todo o processo, desde a criação dos projetos até a sua implementação. Já o consultor, tem conhecimento aprofundado sobre a área e presta atendimento para diversas instituições e empresas que planejam implantar um setor de Responsabilidade Social. O autônomo geralmente recebe o projeto pronto e apenas o adapta, ele também atende várias organizações.
Em qualquer função que ocupe, o profissional que capta recursos tem que cumprir a missão da instituição em que participa de projetos, ou seja, praticar e desenvolver ações que sejam condizentes com a causa. Ele é o responsável pela mobilização dos recursos financeiros ou materiais, que muitas vezes é a renda que vai manter uma instituição ou projetos específicos.
terça-feira, 23 de junho de 2015
Ancine regulamenta classificação de produtoras independentes para liberar captação
A Ancine publicou, nesta sexta-feira, 19, instrução normativa estabelecendo critérios para classificação de nível de empresa produtora brasileira independente. O objetivo é regulamentar a captação de recursos para essas empresas por meio de incentivos fiscais.
De acordo com a norma, as produtoras que não pleitearem a classificação, serão enquadradas automaticamente no nível 1, podendo captar recursos no valor de até R$ 5 milhões. O nível mais alto prevê captação de até R$ 100 milhões.
Para o nível 1, as produtoras terão de provar a comunicação pública de disponibilização ao público de pelo menos duas obras audiovisuais, com fins comerciais em ao menos um dos segmentos de mercado previstos. Para o nível 5, é necessária a comprovação de 12 obras audiovisuais produzidas.
Essa comprovação poderá ser feita por meio da apresentação de matéria de jornal ou de revista especializada, que ateste a realização de comunicação pública da obra ou informe a data prevista para estreia; contrato de licenciamento para comunicação pública da obra audiovisual, no qual conste o período de divulgação da obra; declaração do representante legal de programadoras ou radiodifusoras, ou do responsável editorial por canal de programação, com firma reconhecida, que ateste a comunicação pública da obra em seus canais.
Valem para fins de classificação a obra audiovisual não seriada com duração superior a 50 minutos, dos tipos ficção, documentário, animação; obra audiovisual seriada, com mínimo de quatro capítulos ou episódios, e duração total mínima de 90 minutos, dos tipos ficção, documentário, reality-show ou variedades; obra audiovisual seriada, com mínimo de quatro capítulos ou episódios, e duração total mínima de 20 minutos, do tipo animação.
Só valem as produções realizadas a partir de 1994, conforme atestado em seus Certificados de Produto Brasileiro (CPB). E as produtoras precisam comprovar a comunicação pública, com fins comerciais, em salas de exibição, vídeo doméstico, radiodifusão de som e imagens (TV aberta), comunicação eletrônica de massa por assinatura (TV paga) ou vídeo por demanda. Valem também as obras veiculadas em canal de programação do campo público de televisão.
A obra audiovisual realizada em regime de coprodução será considerada para classificação de nível apenas para um dos coprodutores brasileiros na forma disposta em acordo firmado entre as partes.
Ainda de acordo com a norma, a empresa pode requerer a revisão de sua classificação a qualquer tempo.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Programa Brasil de Todas as Telas divulga investimentos
Pela Chamada PRODECINE 02/2013, de apoio à produção cinematográfica via distribuidoras, foram contemplados dois longas de ficção ("Que horas ela volta", de Anna Muylaert, apresentado pela Pandora Filmes; e "O Caseiro", com direção de Júlio Santi, apresentado pela Europa Filmes) e um de animação ("Tarsilinha", com direção de Célia Catunda e Kiko Mistrorigo, apresentado pela H2O.
A Chamada Pública PRODECINE 03/2013 contemplou nesta operação os filmes "Beira-Mar", de Felipe Maltzembacher e Márcio Reolon, produzido pela Avante Filmes; e ""Os Maias (Alguns) Episódios da Vida Romântica", de João Botelho, produzido pela Raccord Produções Artísticas e Cinematográficas. Ambos receberão R$ 200 mil para investimentos na comercialização.
Finalizando, pelo PRODECINE 04/2013, que oferece aportes para a complementação de recursos necessários à viabilização dos projetos, o longa de animação "Peixonauta - O Filme", dirigido por Kiko Mistrorigo e Célia Catunda, derivado da série de TV e produzido pela PG Produções de Cinema, Vídeo e TV, fará jus a um apoio de R$ 800 mil.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
O EMPREENDEDOR QUE FOI DO MEL NORUEGUÊS À PICANHA MÓVEL
O NORUEGUÊS TORE HAUGLAND PRECISOU DE MUITA PERSEVERANÇA PARA COMEÇAR UM NEGÓCIO DO ZERO NO BRASIL
Durante esta semana, a Ares do Norte publicará diariamente matérias que constituem um especial sobre a Noruega em homenagem ao 17 de maio, Dia Nacional do país.
Se você quer empreender, é empreendedor ou investidor, gosta do universo de startups, inovação e novos mercados, precisa ler até o fim o relato impressionante de perseverança e foco de Tore Haugland, norueguês que reside em São Paulo e é CEO efundador da Ouvi.
Aliás, essa palavra, perseverança, é constante no vocabulário norueguês. Quando falamos em noruegueses empreendendo no Brasil muitas pessoas pensam “é fácil falar quando você vem do país mais bem sucedido do mundo em que o (embora não oficial) salário mínimo é algo em torno de R$ 12 mil, a moeda deles vale muito mais que a nossa aqui, é possível guardar lá e perfeitamente ter muito dinheiro aqui.”
Esses discursos que beiram o senso comum se quebram quando você lê um depoimento como o de Tore. Quando recebi as respostas da entrevista com ele fiquei voltando à parte em que relata como aprendia português enquanto estava literalmente às voltas com abelhas em uma fazenda no verão norueguês. Me encantou particularmente a palavra “discman” e não mp3.
Como hoje a Ares do Norte fala de negócios, empreendedorismo e inovação, não posso deixar de comentar que uma das coisas que mais devemos nos inspirar com a cultura norueguesa é a simplicidade e forma fácil de fazer as coisas. Tore mostra que não precisou de grandes tecnologias, escolas sofisticadas e professores particulares para aprender um idioma. Ele foi autodidata e aprendia nos momentos mais inusitados com seu livro e discman.
Você lerá a seguir várias informações com números, palavras do meio dos negócios e dados que Tore cita, mas para apresentar esse jovem empreendedor que está colhendo os frutos do que plantou gostaria de relembrar mais uma vez por que todos os noruegueses quando pequenos ouvem de seus pais na hora de dormir uma fábula chamada “a leste do sol e a oeste da lua”.
Essa fábula é sobre uma menina, um urso polar, um príncipe troll, ventos e caminhos impossíveis de chegar . Fala de obstáculos e perseverança, muita perseverança para que no fim você encontre um caminho que fica entre o sol e a lua e que chegue onde você quer. Abaixo você pode constatar porque Tore deve ter ouvido bastante de seus pais essa fábula quando criança.
----
Howard Schultz, fundador e CEO da Starbucks, lançou em 1999 o livro “Pour Your Heart Into It: How Starbucks Built a Company One Cup of a Time”, que conta como Schultz construiu a maior rede de cafeterias do mundo. Uma leitura inspiradora e recomendada para qualquer pessoa que queira empreender. Foi depois de ler este livro, em 2003, que me mudei para o país do café, o Brasil, não para montar uma empresa de café, mas num outro ramo onde a Starbucks também é campeã: o marketing e varejo móvel.
Era fevereiro de 2003 e eu tinha acabado de voltar da Austrália, onde morei dois anos na praia fazendo um MBA na Bond University. O curso tinha um foco em empreendedorismo e eu, com 27 anos na época, achei interessante a ideia de montar uma empresa. Cresci numa fazenda orgânica na Noruega, onde desde pequeno o meu pai tinha me mostrado como é bom ser o seu próprio chefe, desde que você aguente os riscos que vem junto.
Ser fazendeiro na Noruega, onde você tem no máximo cinco meses para plantar e colher os produtos que vão te sustentar o resto do ano, eu não sei, mas para mim é quase um jogo de azar.
Na Bond eu fiz amigos do mundo inteiro, incluindo uma namorada brasileira, então, resolvi dar um pulo no Brasil para estudar as possibilidades de montar o meu negócio ali, além de escapar do frio da Noruega, que em fevereiro facilmente chega a 20 graus negativos. Aos jovens que sonham em se tornar o próximo Mark Zuckerberg, um conselho: antes de escolher um país para empreender, consulte primeiro o projeto Doing Business do Banco Mundial, que proporciona medidas objetivas dos regulamentos para fazer negócios e a sua implementação em 189 países.
Pois assim como o esporte radical, há também, pela minha experiência, o empreendedorismo radical.
Você sabe que você está praticando este tipo de empreendedorismo quando percebe que saiu de um país que, segundo o Página 2 de 52 relatório do Desenvolvimento Humano da ONU, é o melhor país para viver; o PIB per capita é US$100.000; tem zero de corrupção; 6º no ranking do Banco Mundial; tem um mercado maduro, onde você conhece a cultura e a língua mas, em vez de montar a sua empresa lá, você decide ir para um país no outro lado do mundo que tem uma população 40 vezes maior, com uma cultura totalmente oposta àquela que você conhece, aliás, várias culturas diferentes dentro do mesmo pais; o PIB per capita é US$10.000; você não entende uma palavra da língua falada; a corrupção faz parte do dia a dia e até tem uma “Lei” com o nome de um jogador de futebol famoso, o Gerson; o mercado em que você quer entrar ainda não existe; e por final, no ranking do Banco Mundial, consta com três dígitos, 120.
Ou seja, para ser um empreendedor radical você tem que incorporar o famoso ditado do Walt Disney – “eu gosto do impossível porque lá a concorrência é menor”.
Bom, eu fui. Passei três meses em São Paulo, o tempo que dá para ficar com visto de turista, o que bastou para confirmar que havia, ou haveria, uma oportunidade no mercado de conteúdo para celulares.
Voltei para Noruega, onde o verão já tinha chegado e fiquei ajudando o meu pai na fazenda, limpando a granja dos frangos e produzindo mel. Com uma plateia de abelhas eu estava escutando e repetindo as frases de um curso de português no meu Diskman, aproveitando o trabalho monótono para aprender a língua do Brasil.
Com o dinheiro que faturei produzindo o mel, consegui comprar a passagem para voltar ao Brasil e começar a fazer pesquisas de mercado e, além da minha então já ex- namorada, consegui convencer três amigos noruegueses para serem sócios e começamos a montar o plano de negócios.
Outro conselho para o empreendedor: não gaste seu tempo escrevendo um, isto é coisa de velho. Hoje em dia é só ler o “Lean Startup” do Eric Ries e seguir a metodologia do Alexander Osterwalder no seu “Business Model Canvas”. Página 3 de 53 Conseguimos investidores na Noruega e lançamos a Ouvi em dezembro de 2004, sendo um dos pioneiros no mercado brasileiro de mobile commerce com venda de conteúdos como toques e depois jogos para celulares.
De lá para cá houve muitos altos e baixos como em qualquer startup. Em 2007, com investimento da Telenor e a plataforma e conhecimento da Ouvi participamos na criação de mais uma nova indústria no Brasil, a do marketing móvel. E, antes de a crise financeira bater em nossa porta em 2009, tínhamos entregue campanhas para grandes anunciantes como Petrobras, Renault, Nestle, Cyrela e muitos outros.
Infelizmente, com o agravamento da crise financeira meus sócios noruegueses precisaram deixar a vida de empreendedor e voltaram para Noruega em 2010. Mas, conhecendo o ditado que é em momentos de crise que surgem as melhores oportunidades, eu optei para ficar.
JANAINA E TORE (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)
Vendi o meu apartamento e junto com a Janaina Camargo, que se tornou de primeira funcionária à sócia da empresa, e o Eivind Hognestad, sócio e CTO que tinha voltado para Noruega, fizemos um pivot - conceito criado por Eric Ries que significa mudar de abordagem o mais rápido possível em direção a uma nova estratégia, sem que isso implique uma mudança de visão. Com os três trabalhando sem receber salários, fazendo malabarismo com vários cartões de crédito e administrando o dinheiro do meu antigo teto (bootstrapping) conseguimos desenvolver a solução de cupons móveis, que lançamos primeiro junto com a Telenor, na Noruega no final de 2010 e em seguida no Brasil, onde a solução foi premiada e destacada no Espaço Inovação do CIAB Febraban 2011.
Quando a Starbucks, que já se relacionava há anos com os seus consumidores através da mídia móvel, lançou, no começo de 2011 nos Estados Unidos o seu Starbucks Card Mobile usando a mesma tecnologia do nosso sistema de cupons, nós sabíamos que estávamos no caminho certo.
Depois disso a Ouvi se tornou uma empresa 100% focada no varejo móvel e grandes varejistas como a Página 4 de 54 Riachuelo, Chilli Beans e o gigante grupo de pecuária, a JBS, com as suas lojas Swift, estão usando a nossa tecnologia tornando todos os seus canais de mídia interativos, levando mais clientes para as lojas e obtendo taxas de conversões de até 30%.
Agora, para quem chegou até aqui e ainda está lendo, qual é o moral desta história?
Perseverança. Para empreender em um país como o Brasil, que é menos favorável ao empreendedorismo, é preciso uma dose grande de perseverança e poder contar com pessoas que também tem um alto grau disto, porque tudo vai demorar mais do que você estimou e muitas vezes você vai precisar “pivotar” durante o caminho, sem poder perder a motivação e sem desistir.
Felizmente, ficou mais fácil administrar a perseverança agora que a demanda dos nossos serviços está aumentando todo mês. A crise econômica também ajuda pois exige que o varejista inove e use soluções como o cupom móvel que consegue até medir qual canal de mídia dá mais resultado. Também ajuda na motivação saber que a empresa pública com o maior valor de mercado, que está chegando à beira do US$1 trilhão, é uma empresa de smartphones, a Apple.
Até as três maiores empresas privadas estão todas focadas em tecnologia para celular, como Uber, aplicativo que conecta passageiros e motoristas (US$50 bilhões), Xiaomi, empresa chinesa e terceira maior fabricante de smartphones (US$45 bilhões), e Snapchat, aplicativo de mensagens (US$15 bilhões).
Pode ser difícil tangibilizar números tão grandes, mas como referência, quando o Uber no começo de maio divulgou que ia captar mais recursos e o seu valor atingiu US$50 bilhões, no mesmo dia o valor de mercado da Petrobras foi US$63 bilhões. Ou seja, um app que tem somente seis anos de vida vale quase o mesmo de uma multinacional sessentona de petróleo.
Todos os varejistas que a Ouvi tem prospectado estão reconhecendo a Página 5 de 55 necessidade de se adaptar aos seus consumidores SoLoMo (social, local e móvel) e, segundo estimativa da empresa de pesquisa Juniper Research, em 2019 haverá 1 bilhão de usuários de cupons móveis pelo mundo, ou seja, daqui a pouco teremos 29 milhões brasileiros escolhendo onde vão gastar a sua renda baseado nos cupons móveis oferecidos.
Porém, qualquer mudança de paradigma é lenta. As empresas são diferentes e temos que respeitar o ciclo de adoção da inovação de cada uma. Quem já está usando, percebe que o investimento é baixo e os resultados imediatos. Nas próximas semanas, temos vários lançamentos agendados e muito trabalho pela frente. Então, se foi o mel norueguês que me trouxe para o Brasil, agora com equipes no Brasil, México e Noruega, é a picanha brasileira e os cupons móveis de empresas inovadoras como a JBS que estão nos levando ao mundo. Perseverança vale a pena.
Vendi o meu apartamento e junto com a Janaina Camargo, que se tornou de primeira funcionária à sócia da empresa, e o Eivind Hognestad, sócio e CTO que tinha voltado para Noruega, fizemos um pivot - conceito criado por Eric Ries que significa mudar de abordagem o mais rápido possível em direção a uma nova estratégia, sem que isso implique uma mudança de visão. Com os três trabalhando sem receber salários, fazendo malabarismo com vários cartões de crédito e administrando o dinheiro do meu antigo teto (bootstrapping) conseguimos desenvolver a solução de cupons móveis, que lançamos primeiro junto com a Telenor, na Noruega no final de 2010 e em seguida no Brasil, onde a solução foi premiada e destacada no Espaço Inovação do CIAB Febraban 2011.
Quando a Starbucks, que já se relacionava há anos com os seus consumidores através da mídia móvel, lançou, no começo de 2011 nos Estados Unidos o seu Starbucks Card Mobile usando a mesma tecnologia do nosso sistema de cupons, nós sabíamos que estávamos no caminho certo.
Depois disso a Ouvi se tornou uma empresa 100% focada no varejo móvel e grandes varejistas como a Página 4 de 54 Riachuelo, Chilli Beans e o gigante grupo de pecuária, a JBS, com as suas lojas Swift, estão usando a nossa tecnologia tornando todos os seus canais de mídia interativos, levando mais clientes para as lojas e obtendo taxas de conversões de até 30%.
Agora, para quem chegou até aqui e ainda está lendo, qual é o moral desta história?
Perseverança. Para empreender em um país como o Brasil, que é menos favorável ao empreendedorismo, é preciso uma dose grande de perseverança e poder contar com pessoas que também tem um alto grau disto, porque tudo vai demorar mais do que você estimou e muitas vezes você vai precisar “pivotar” durante o caminho, sem poder perder a motivação e sem desistir.
Felizmente, ficou mais fácil administrar a perseverança agora que a demanda dos nossos serviços está aumentando todo mês. A crise econômica também ajuda pois exige que o varejista inove e use soluções como o cupom móvel que consegue até medir qual canal de mídia dá mais resultado. Também ajuda na motivação saber que a empresa pública com o maior valor de mercado, que está chegando à beira do US$1 trilhão, é uma empresa de smartphones, a Apple.
Até as três maiores empresas privadas estão todas focadas em tecnologia para celular, como Uber, aplicativo que conecta passageiros e motoristas (US$50 bilhões), Xiaomi, empresa chinesa e terceira maior fabricante de smartphones (US$45 bilhões), e Snapchat, aplicativo de mensagens (US$15 bilhões).
Pode ser difícil tangibilizar números tão grandes, mas como referência, quando o Uber no começo de maio divulgou que ia captar mais recursos e o seu valor atingiu US$50 bilhões, no mesmo dia o valor de mercado da Petrobras foi US$63 bilhões. Ou seja, um app que tem somente seis anos de vida vale quase o mesmo de uma multinacional sessentona de petróleo.
Todos os varejistas que a Ouvi tem prospectado estão reconhecendo a Página 5 de 55 necessidade de se adaptar aos seus consumidores SoLoMo (social, local e móvel) e, segundo estimativa da empresa de pesquisa Juniper Research, em 2019 haverá 1 bilhão de usuários de cupons móveis pelo mundo, ou seja, daqui a pouco teremos 29 milhões brasileiros escolhendo onde vão gastar a sua renda baseado nos cupons móveis oferecidos.
Porém, qualquer mudança de paradigma é lenta. As empresas são diferentes e temos que respeitar o ciclo de adoção da inovação de cada uma. Quem já está usando, percebe que o investimento é baixo e os resultados imediatos. Nas próximas semanas, temos vários lançamentos agendados e muito trabalho pela frente. Então, se foi o mel norueguês que me trouxe para o Brasil, agora com equipes no Brasil, México e Noruega, é a picanha brasileira e os cupons móveis de empresas inovadoras como a JBS que estão nos levando ao mundo. Perseverança vale a pena.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Artistas da nova geração aderem à formalização para gerenciar carreira
A banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju decidiu formalizar o grupo como empresa em 2008. Expoentes de uma nova geração de artistas brasileiros que fizeram do caminho independente o eixo central de renovação da jovem produção cultural no País, os Móveis não inovaram apenas na produção musical. Jovens empreendedores, os nove integrantes tomaram as rédeas da própria carreira e transformaram as atividades do grupo em negócio.
Trabalhando como empresa pelo Super Simples, a banda produz o próprio festival e vende produtos como CDs e camisetas em sua loja virtual. Para o baixista do grupo, Fábio Pedroza, o modelo do Simples foi decisivo para o crescimento das atividades do grupo. “Isso gerou para a gente um retorno maior”, contou Fábio em depoimento ao Portal Brasil.
Segundo Fábio, a formalização do pequeno negócio contribui para incrementar o desenvolvimento econômico do setor cultural. “O setor (cultural) exige políticas públicas. Nada mais justo que a formalização, isso ajuda os dois lados, o governo também ganha com arrecadação”.
terça-feira, 17 de março de 2015
Dicas: Como ganhar dinheiro como artista
Dicas para ganhar dinheiro como artista
Dicas para ganhar dinheiro para artistas, designers e outros criativos.
http://www.gratisography.com/
Construa um portfólio
Não importa qual o seu trabalho, seja um artista plástico, fotógrafo, designer ou ilustrador, o portfólio é a ferramenta mais importante para mostrar o seu trabalho. Monte o seu portfólio pensando no tipo de trabalho que você quer ser contratado para fazer. Não coloque todos os seus trabalhos, apenas aqueles que você considera os mais importantes.
É uma boa ideia ter o seu portfólio em CD e alguma coisa impressa também caso precise mostrar alguma coisa sem uso do computador. Pode ser um catálogo das suas peças ou um livro. É uma boa ideia ter o seu portfólio também como um arquivo pdf caso precise enviar por e-mail.
Você pode construir o seu próprio site e também usar sites como:
Behance
Dropr
Carbonmade
DeviantArt
Flickr
500px (Fotografia)
Participe de concursos de arte, design, ilustração, etc
Concursos são ótimos para ganhar um dinheiro extra e para expor o seu trabalho ao mundo. Além disso você tem a chance de observar o trabalho de outros artistas e aprender muito com eles. Hoje em dia a maioria dos concursos são feitos via web e você pode inclusive votar e interagir com outros participantes.
Para ficar por dento do que está rolando, acompanhe blogs, sites e comunidades em redes sociais. Alguns sites são focados em concursos e competições como:
Graphic Competitions
Concursos Arte
Participe de comunidades de concursos
Sites de concursos de estampas de camisetas, por exemplo, funcionam como comunidades de troca de informações entre artistas e designers. Mesmo que você não ganhe o prêmio, você sai ganhando com o conhecimento adquirido. Algumas comunidades que você pode participar são:
Camiseteria
Ludici
Uzinga
Publique seu trabalho
Revistas, livros, jornais, sites e blogs estão sempre procurando por novos artistas para publicar os sues trabalhos. Procure se informar nos seus meios de comunicação favoritos e descubra como ser publicado. Alguns convidam os artistas, outros esperam que eles se apresentem.
Ter o seu trabalho publicado e comentado em algum lugar confere grande credibilidade ao artista. As pessoas pensam que o seu trabalho tem que ser bom de verdade para ter sido publicado ou comentado na mídia.
Participe de exposições
Uma grande oportunidade de mostrar o seu trabalho ao mundo e vender algumas peças. Existem tanto exposições coletivas, como festivais quanto exposições individuais em pequenas galerias ou museus. Conseguir uma exposição não é tão difícil como parece, basta se informar e reservar uma data. Informe-se na sua cidade ou região sobre como participar dessas exposições e acostume-se a fazer, no mínimo, uma exposição por ano.
Outra ideia a ser explorada são bares, restaurantes e cafés alternativos que aceitam fazer pequenas exposições dentro de seus espaços.
Crie um blog
Um blog funciona como uma ponte entre o seu trabalho e as outras pessoas. Nele as pessoas poderão ver você não só como um artista, mas poderão interagir com o seu mundo e conhecer a pessoa por trás do artista. Evite falar demais sobre você e procure escrever sobre o que você gosta de fazer, o seu trabalho, e divida conhecimentos.
O seu blog pode ser dentro do seu site ou em alguma outra plataforma. Algumas ferramentas gratuitas para construir o seu blog:
WordPress
Blogger
Tumblr
Medium
Use Redes Sociais
Hoje em dia quem não participa pelo menos de uma rede social, não existe! Explore as redes sociais para fazer novos contatos, conversar com outros artistas, informar-se sobre eventos e exposições do qual você pode participar e até mesmo aumentar as suas vendas adquirindo novos compradores do seu trabalho. No Facebook, inclusive, você pode até mesmo criar uma página para vender os seus trabalhos.
Venda sua arte online
Existem na internet dezenas de lojas virtuais que vendem a sua arte por você. Tudo que você precisa fazer é criar uma conta e enviar a sua arte. O pagamento é feito por meio de comissões por venda e você pode controlar os seus ganhos pelo site. Algumas dessas lojas que merecem ser citadas:
Society6
RedBubble
Artflakes
Zazzle
Promova-se fora da internet
Você pode criar diversos tipos de impressos para promover o seu trabalho, incluindo livros, catálogos, cartões de visita, panfletos e o que mais a sua imaginação e seu bolso permitirem. Distribua em lojas que vendem artigos relacionados à arte, design e decoração. Se você faz camisetas pode deixar alguns impressos em bares e escolas onde circulam bastante jovens. Se você pinta quadros, pode deixar seu material impresso em lojas de decoração. Isso permite que pessoas que não conhecem o seu trabalho via internet fiquem interessadas em visitar o seu site e adquirir os seus produtos.
fonte: https://medium.com/brasil-para-brasileirissimos/dicas-para-ganhar-dinheiro-como-um-artista-c116691fee84
http://cursosraizesculturais.com.br/dicas-para-ganhar-dinheiro-como-artista/
Temas como produção cultural, captação de recursos, crowdfunding, direitos autorais, merchandising, redes sociais, cinema, vídeo, produção executiva, patrocínio comercial, curta metragem, direito trabalhista, prestação de contas, tecnologias, equipamentos, entre muitos outros são assuntos desse curso : http://cursosraizesculturais.com.br/
Temas como produção cultural, captação de recursos, crowdfunding, direitos autorais, merchandising, redes sociais, cinema, vídeo, produção executiva, patrocínio comercial, curta metragem, direito trabalhista, prestação de contas, tecnologias, equipamentos, entre muitos outros são assuntos desse curso : http://cursosraizesculturais.com.br/
Assinar:
Postagens (Atom)


